Escritório da Polícia do Nepal irá oferecer assistência para minorias sexuais pela internet

Tradução do texto originalmente postado no Nepal 24 hours.

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O Escritório de Crimes Virtuais da Polícia do Nepal expressou o seu completo comprometimento contra crimes cometidos contra pessoas LGBT que aconteceram nas redes sociais.

O escritório também assegurou que conduzirá investigações em crimes virtuais relacionados com essa comunidade. A Pahichan Media organizou uma coletiva com representantes do escritório sobre essas questões. O chefe do escritório, Bikash Shrestha, e o ex-membro da Assembléia Constituinte e ativista LGBT, Sunil Babu Pant, estavam presentes na ocasião.

Shrestha disse que eles darão prioridade para questões enfrentadas pela comunidade LGBT. “As condutas ilegais na internet e outros aparelhos são chamados de crimes virtuais”.

Pant disse que crimes que acontecem em aplicativos e sites de namoro não são incomuns no Nepal. De acordo com ele, “Chemsex” (Práticas sexuais induzidas por consumo de drogas) que inicialmente tinham alvo homossexuais de países como Índia, China, Tailândia, e o Reino Unido, também tem aparecido no Nepal.

“Se o ato sexual é conduzido dessa maneira, existem grandes chances de morte. Esse tipo de sexo no Nepal começou com pessoas heterossexuais, e hoje se estendeu para homossexuais e pessoas do terceiro gênero”, disse Pant.

Como Pant afirmou, tais casos podem permanecer sem registro por causa do medo das vítimas de sofrerem estigmas da sociedade. Pant pediu que a Polícia do Nepal relatasse essas questões dentro do escritório e apontasse medidas imediatas.

O chefe do escritório, Shrestha, disse que até  o momento não aconteceram nenhum relato de crimes contra minorias sexuais e de gênero nas redes sociais. “Ninguém deveria se sentir hesitante ou com medo de relatar esses casos nas delegacias”, disse Shrestha.

O superintendente do escritório de polícia Nabinda Aryal foi solicitado para ajudar a polícia em casos de violência contra minorias sexuais nas redes sociais. Aryal afirmou que 95% das pessoas não sabem que as redes sociais estão sendo usadas para esses crimes.

Aryal disse, “Nós estamos prontos para informar essa comunidade sobre o uso e abuso das redes sociais. No último mês e meio, nós recebemos 236 reclamações de assassinato de carácter”.

Rewati Dhakal do escritório disse que não existia discriminação contra a comunidade LGBT. “Nós não vemos essa comunidade de maneira diferente, não importa se elas estão abertas ou não. Porém, membros dessa comunidade devem estar conscientes sobre o uso das redes sociais”, ele reforçou.

No programa, membros da comunidade LGBT disseram que não existia bases legais favoráveis para eles falarem de casos como estupro e assédio sexual o que os forçavam a encarar esses problemas em silêncio.

O Ato de Transações Eletrônicas é uma lei que lida com crimes que acontecem nas redes sociais. Pela lei, prevê-se a prisão por seis meses à cinco anos ou uma multa de 50.000 à 200.000 se o indivíduo for declarado culpado.

O escritório informou que as queixas podem ser encaminhadas para a Divisão Criminal de Teku. As pessoas de fora do Vale do Kathmandu poderão registrar queixas nas delegacias mais próximas. Ameaças via e-mail ou demandando dinheiro são numerosas. Vários tipos de crimes virtuais acontecem no Nepal, de acordo com a polícia.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): ‘Nepal Police Cyber Bureau Ready To Address Crime Against Sexual And Gender Minority’

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