Inclusão e respeito no primeiro campeonato de rugby LGBT de Tóquio

Tradução do texto de Jack Tarrant originalmente postado no Openly.

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Além das meias com cores do arco-íris e as bandeiras do orgulho voando perto da platéia essa era somente outra partida de rugby, com jogadores se empilhando, realizando passes e correndo pelas jardas.

E para os times participando doevento do International Gay Rugby (IGR) em Tóquio, é essa a maneira que eles queriam que acontecesse.

A primeira partida da Semana de Desafios Inclusivos Internacionais da IGR presenciou os World Barbarians RFC vencerem os Beijing Devils, em uma partida a 40 quilómetros de distância do Estádio de Tóquio onde a Inglaterra venceu da Argentina na Copa Mundial de Rugby.

O primeiro campeonato da IGR na Ásia recebeu jogadores de dezenas de países que tinha como objetivo promover a inclusão e tolerância através do esporte, disse o diretor da IGR Ben Owen.

“Nossos times estão aí e dizendo, ‘nós somos pessoas LGBT e jogadores profissionais'”, disse Owen.

“A primeira vez que você ganha contra um time você vê nos olhos deles ‘eles ganharam’. Você sabe que você ganhou o respeito deles”.

“Você saiu e desafiou a mentalidade das pessoas sobre o que é ser LGBT, o que pessoas LGBT podem fazer e nós queremos que as pessoas vejam que nós podemos jogar rugby assim como qualquer outra pessoa”.

“É tudo o que nós queríamos fazer e nós estamos realmente felizes de ter essa oportunidade”.

Nem todos os jogadores do campeonato se identificam como LGBT mas esse é um ponto chave. Os 84 clubes membros da IGR veem a inclusão como os seus valores centrais e todos são bem vindos.

“Rugby traz uma camaradagem única, algo que você não consegue em outros esportes dentro dos Estados Unidos”, disse Mark Jordan, um jogador de Minnesota.

“Você consegue a oportunidade de jogar com pessoas de todo o mundo, não importa a sua língua, sua cor, ou o seu estilo ou marca de rugby que você está jogando”.

“Você se aparece, fica ao lado de seus irmãos, jogam uma partida, tenham um bom tempo e então beber uma cerveja depois do jogo”.

Se levantem, Union.

A partida aconteceu um dia depois que a IGR assinou um memorando de compreensão com a União Japonesa de Rugby e Futebol (JRFU) para “incentivar programas de diversidade e inclusão”.

Depois de uma cerimônia que contou com a participação da primeira dama Akie Abe, a JRFU se tornou a primeira união a assinar o memorando com a IGR, que é parceira da World Rugby.

William Howell, presidente da Fundação Worldwide Barbarians, disse que a World Rugby tem oferecido grande apoio mas ele queria que eles tomassem uma postura mais ativa. “Eu gostaria de ver eles incorporarem mais da inclusão, mais da tolerância na linguagem dos seus treinamentos”, ele complementa.

“Eu gostaria de ver mais uniões locais se prontificando e dizendo ‘nós iremos te apoiar, iremos estar ao seu lado'”.

“Atualmente, nós só temos cinco uniões locais que assinaram o memorando de conscientização que diz que irão combater a homofobia no esporte. Somente cinco.”

“Existem muitas outras uniões que precisam tomar um passo a diante”.

Os esforços do Rugby de incentivar a inclusão ganhou forças esse ano quando o jogador australiano Israel Folau foi banido ao postar nas redes sociais que o inferno é o fim para “bêbados, homossexuais e adúlteros” e outros.

Porém, com o ex-capitão do time de Gales, Gareth Thomas e o atual juiz da Copa Mundial Nigel Owens se assumindo como homossexuais, Howell disse que outros envolvidos no esporte podem estar começando a sentir que podem seguir esse exemplo sem o medo de serem marginalizados dentro do jogo que amam.

“Com o que Gareth Thomas tem feito, com o que Nigel Owens faz na sua posição de juiz, mostra que eles são pessoas muito corajosas, que mostram que sua sexualidade não importa no jogo”, disse Howell.

“Nós precisamos poder oferecer aos nossos jogadores a confiança de que eles também podem ser iguais”.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Inclusion, respect the name of the game at Tokyo LGBT+ rugby tournament

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