Apoio aos direitos LGBT aumentam em Cingapura

Tradução do texto de Beh Lih Yi originalmente postado no Openly.

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Cingapura tem observado “mudanças distintas” na atitude referente aos direitos LGBT nos últimos anos, com o apoio do casamento homoafetivo, aponta uma pesquisa realizada no país.

Cerca de seis em cada dez pessoas entre 18 e 25 anos acreditam que o casamento homoafetivo não é errado, de acordo com a pesquisa feita pelo Instituto de Estudos Políticos, um grupo de pesquisa de Cingapura.

Apesar da ilha ainda se manter muito conservadora, a pesquisa que entrevistou 4.015 cidadãos de Cingapura  descobriu que a oposição ao casamento homoafetivo caiu para 60%, em comparação à 74% na pesquisa de 2013.

“No geral, pessoas de Cingapura ainda se mantém relativamente conservadoras nas suas visões, apesar de existirem mudanças distintas sobre as questões que envolvem direitos LGBT”, afirma o instituto.

“Isso é especialmente verdade entre entrevistados entre 18 e 25 anos, que são muito mais liberais sobre questões morais comparado com entrevistados com mais de 65 anos”, adicionou o instituto.

A pesquisa, conduzida entre agosto de 2018 e janeiro de 2019, focou na visão das pessoas sobre questões sociais, morais e políticas.

As descobertas apareceu junto de uma nova luta por direitos de ativistas na cidade-estado para terminar com a lei da era colonial que criminaliza o sexo gay.

Dois homens de Cingapura entraram com petições separadas na corte buscando a legalização do sexo gay desde o ano passado, depois que a Índia descriminalizou a homossexualidade em uma decisão histórica.

Desafios legais anteriores em Cingapura para encerrar a proibição perderam mas um proeminente diplomata pediu que a comunidade LGBT renovasse a ação legal contra a lei.

Sob a seção 377A do Código Penal de Cingapura, um homem que cometeu atos de “grosseira indecência” com outro homem poderia ir para a prisão por até dois anos, apesar de raras implementações dessa lei.

A lei não se aplica a atos homossexuais entre mulheres.

Johannes Hadi da Ready4Repeal, uma coalizão que luta contra a seção 377A, disse que a remoção da lei iria ajudar ao centro econômico da Ásia a manter e atrair talentos.

“Tendo a seção 377A nos livros da lei, mesmo que não seja aplicada, faz com que Cingapura aparenta estar muito mal”, disse Hadi, um advogado, para a Thomson Reuters Foundation.

“Ela nos faz parecer antigos, de mente fechada em comparação à lugares como Hong Kong ou Shanghai”.

Uma pesquisa com 750 cingaporeanos no ano passado por um grupo de pesquisa de mercado independente e a firma de consultoria Ipsos mostrou que 55% dos entrevistados ainda apoiam a seção 377A.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Support for gay rights seen growing in Singapore

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