Mulheres trans de Bangladesh ganham direito de concorrer vagas no parlamento

Tradução do texto de Sumaya Tasnim originalmente publicado no HiFi Public.

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Pela primeira vez na história política de Bangladesh, pessoas trans que se identificam como mulheres poderão concorrer nas eleições. Esse é um passo para a inclusão delas na sociedade e para providenciar o tão necessário reconhecimento do governo.

Que lugar elas ocupam no parlamento?

A comunidade trans pode agora competir entre os 50 assentos reservados para mulheres nas próximas eleições no Parlamento Nacional. De acordo com várias fontes, o atual partido deseja permitir que pelo menos um membro do parlamento seja trans.

Oito membros da comunidade trans foram confirmados pela votação de partido da Liga Awami, que ainda é o primeiro e único partido do país a permitir a participação de pessoas trans. Essa decisão trouxe esperança e foi celebrada pela diversidade.

Por que esse reconhecimento foi necessário?

Bangladesh como um estado rejeita as regras do radicalismo islâmico, mas ainda tem um longo caminho a ser caminhado para aceitar pessoas da comunidade LGBT.

“Nós somos cidadãs de Bangladesh mas nós não temos representação no parlamento. Não existe ninguém da nossa comunidade que nos entende e levanta as nossas preocupações. É por isso que estamos concorrendo pelos assentos”.

Disse Falguni, uma das candidatas, em entrevista ao Dhaka Tribune.

Em Bangladesh, existem controvérsias e leis contra o casamento homoafetivo e relacionamentos concensuais entre membros da comunidade LGBT. Porém, se a comunidade trans pode se representar, isso poderia ser um passo para a melhoria de suas condições em direção à leis e políticas igualitárias. Existe uma falta generalizada de conscientização e muitos estigmas. Direitos trans, correta identificação e reconhecimento das identidades de gênero e sexualidades são grandes questões. Pessoas LGBT enfrentam um ambiente hostil em suas casas e na sociedade, normalmente, comprometendo a sua segurança.

Das 160 milhões de pessoas, cerca de dez mil à meio milhão pertencem a comunidade trans. O engajamento de cidadãos trans para competir por assentos no Parlamento Nacional pode trazer mudanças necessárias.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Transgender women in Bangladesh can now run for the parliament!

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