A comunidade trans da Índia, Bangladesh e Nepal esperam nas margens pela mudança da opinião pública

Tradução do texto de Zigor Aldama originalmente postado no South China Morning Post.

____________________________

Deixar as pessoas desconfortáveis é muito fácil para Shanta. Ela só precisa permanecer na frente delas por alguns segundos. Ela pode demorar até 30 minutos colocando a sua maquiagem, colocar o seu vestido e um hijab, mas a maioria dos seus compatriotas de Bangladesh ainda consideram ela um homem.

“Nós vivemos em uma sociedade tradicional, religiosa”, ela diz, coletando 10 taka (R$0,50) de um jovem envergonhado que estava sentado debaixo de uma árvore na capital, Dhaka. “Ninguém quer se sentir envergonhado em público, então eles nos dão dinheiro para irmos embora”.

Aqueles que olham para o outro lado, ou tentam resistir, são alvo de um grande abraço. Algo que com certeza abre carteiras.

“As pessoas agora nos chamam de ‘terceiro-gênero'”, diz Shanta depois, subindo as estreitas escadas para o seu apertado apartamento em um porão, compartilhado com outras quatro hijras. “Mas mesmo assim, ninguém nos aluga um lugar legal para dormir, então a gente fica nesse tipo de merda”.

145d4178-a157-11e9-9a3c-98259c87fba2_1320x770_164808
Sagorika ino apartamento que ela compartilha com outras hijras (Foto: Miguel Candela)

Sagorika, com 40 anos e a mais velha do grupo, fala com uma voz rouca: “A constituição diz que nós somos todos iguais, mas isso é uma mentira. Meus colegas de trabalho me chamavam de viado e se recusavam comer na mesma mesa que eu”.

Até a chegada dos britânicos no século XIX, hijras eram aceitas como membros da sociedade do Sul da Ásia, das planícies do sul indiano até as montanhas do Himalaia.

Mencionadas proeminentemente nos épicos sânscritos MahabharataRamayana, pessoas trans eram as únicas que esperaram na floresta o exilado Rama depois que o seu reino caiu por terra. Elas permaneceram ao lado do gigante da mitologia Hindu por 14 anos, ganhando o direito de performarem rituais e cerimônias sagradas.

Até mesmo o Kama Sutra tem espaço para as hijras.

E mesmo os britânicos já terem ido embora há muito tempo, pessoas trans por todo o sul asiático enfrentam diversos desafios e problemas.

As colegas de quarto de Dhaka logo irão estar muito ocupadas com os preparativos de um casamento de um casal que elas conheceram. Elas irão chegar no espaço para oferecer as suas bençãos, dançar, e receber pelo espetáculo.

16c2f48a-a157-11e9-9a3c-98259c87fba2_972x_164808
Akhi, de Bangladesh, se prepara para um casamento onde ela irá abençoar o casal (Foto: Zigor Aldama)

“Eu sei que isso é estranho”, diz Sagorika. “De um lado, a sociedade nos rejeita, por outro lado, muitas pessoas são supersticiosas e acreditam que nós iremos trazer boa sorte, então nos pagam para nos apresentarmos em suas cerimônias”.

O Departamento de Serviço Social afirmam que existem cerca de 10.000 pessoas trans em Bangladesh, mas ativistas e organizações não-governamentais dizem que a população está próxima de 100.000. Em 26 de janeiro de 2014, o gabinete de Bangladesh anunciou o reconhecimento do terceiro gênero como “sexo hijra”, mas foi só em abril que pessoas trans ganharam o direito de voto.

A Human Rights Watch (HRW), no entanto, disse que o país “não tem políticas delineando o que uma pessoa deva fazer para mudar legalmente o seu gênero em documentos oficiais de ‘homem’ para ‘hijra’, e não existe clareza sobre quem é elegível. Sem essas linhas, oficiais envolvidos na implementação dessa lei tem agido de acordo com os seus próprios entendimento do que ‘hijra’ significaria”.

Isso tem levado á atrozes humilhações daqueles que tentam procurar empregos que o governo distribuiu para hijras depois do reconhecimento do terceiro gênero. Demandando que  elas passassem por exames médicos para determinar se elas são “hijra” de verdade ou somente desempregados em desespero esperando tirar vantagem das cotas trabalhistas, a HRW documentou casos onde “médicos pediram para a equipe não-médica do hospital como seguranças para tocarrem nas genitais das hijras enquanto que um grupo da equipe e outros observavam, algumas vezes em salas privadas e outras em espaços públicos”.

“Você finge que não se importa”, diz Shanta, “mas isso pesa no seu coração”.

Sob a seção 377 do código penal de Bangladesh – assim como antigamente na seção 377 da Índia – criado pelo governo colonial britânico nos anos 1860, a homossexualidade ainda permanece ilegal.

“Nós somos legalmente consideradas homens”, explica Sagorika. ‘Quando nós vamos às mesquitas nos vestimos de homens […] mas se nós tivermos relações sexuais com outros homens vamos para a cadeia”.

18334608-a157-11e9-9a3c-98259c87fba2_1320x770_164808
Shanta arruma o seu vestido nas ruas de Dhaka (Foto: Zigor Aldama)

Shanta nasceu há 30 anos atrás, em Dhaka, e disse, “Eu acho que eu era normal até os meus sete anos. Então eu comecei a falar como uma menina. Meus professores me batiam na barriga e puxavam as minhas orelhas, demandando que eu falasse como um menino, mas eu não sabia como. Mesmo que eu tentasse engrossar a minha voz, ela acabava saindo aguda”.

“Homens me seguiam, dizendo que eu era bonita, mas eu não sabia o que era sexualidade naquela época. Aos 15, eu consegui um emprego em uma mecânica. Os homens me provocavam, e um deles me estuprou. Ele contou para os seus colegas, e eles me chantageavam a fazer sexo com eles ou eles iriam me denunciar para o chefe”.

Um dia, o empregador  descobriu o que estava acontecendo, mas acusou Shanta de comportamento indecente. Ela foi demitida e foi deserdada de sua família.

“No momento eu cresci gostando de homens, e a me vestir como a mulher que eu sentia ser. Então eu me tornei interessada na comunidade hijra. Eu fui até a área do parlamento para me encontrar com elas e eu comecei a oferecer serviços sexuais. Eu pensei que se eu fosse ser estuprada de qualquer forma, era melhor que eu fosse paga por isso”.

ea7f4a90-a7b4-11e9-8d5c-2d5b58977904_1320x770_164808
Rakshita, uma das poucas mulheres trans em Bangalore que detém um diploma universitário (Foto: Zigor Aldama)

O artigo 86 da ordem da polícia metropolitana de Dhaka descreve a “pena de ser descoberto sob circunstancias suspeitas entre o pôr do sol e o nascer do sol”, que permite prender qualquer pessoa “ter sem nenhuma desculpa satisfatória ter o seu rosto coberto ou de outra forma disfarçado”.

De acordo com o relatório de 2015 pela Escritório Francês de Proteção de Refugiados e Pessoas sem Estado, essa ordem normalmente é usada contra hijras por elas usarem maquiagem pesada e roupas femininas de noite.

“Policiais normalmente demandam serviços sexuais ou propinas para nos deixar ir embora”, diz Akhi, de 28 anos. “Nós cobramos somente de 100 a 500 taka por clientes, então nós vivemos em constante medo da polícia”.

“Talvez a legislação e regulamentações irão melhorar”, diz Sagorika, “mas a sociedade não. Eu espero que nós fossemos igual a Índia. Muitas hijras de Bangladesh fogem para a Índia porque elas não aguentam mais a humilhação de viver aqui”.

10bbd94e-a157-11e9-9a3c-98259c87fba2_1320x770_164808.jpg
Adori pede por dinheiro em um parque de Bangladesh (Foto: Miguel Candela)

O vizinho gigante de Bangladesh reconheceu legalmente o terceiro gênero em 2014, mas ao contrário de Bangladesh, a Índia não parou por aí. Em setembro do ano passado, a suprema corte também descriminalizou a homossexualidade depois de 24 anos de batalha judicial.

“Criminalizar o sexo sob a seção 377 do código penal indiano é irracional, indefensável e altamente arbitrário”, disse o chefe de justiça Dipal Misra.

Assim como muitos outros ativistas, Asmita Basu, diretora de programas da Anistia Internacional da Índia, celebrou. “Essa decisão fecha a porta de um capítulo escuro da história indiana”, ela escreveu em uma declaração. “Isso marca uma nova era de igualdade para milhões de pessoas da Índia”.

Veena S, a primeira mulher trans a concorrer uma eleição no sul da Índia (nas eleições locais de Bangalore em 2010), disse que todos esses passos, apesar de louváveis e necessários, não são suficientes para mudar as atitudes sociais. Ela se refere a uma pesquisa de opinião de 2006 onde 64% dos indianos disseram que a  homossexualidade nunca foi justificável, e 41% admitiu que não gostariam de ter vizinhos LGBT.

“Discriminação tem sido apagada da legislação, mas os estigmas sociais permanecem”, ela disse.

03d89d34-a157-11e9-9a3c-98259c87fba2_972x_164808
Veena S, a primeira mulher trans a se candidatar em uma eleição no sul da Índia (Foto: Zigor Aldama)

Veena passou pela cirurgia de transgenitalização em 1997 e uma década depois estava entre uma das primeiras a oficialmente a mudar o seu gênero de masculino para feminino.

“Foi um processo longo e doloroso. Primeiro, eu tive que mudar meu nome para Veena e publicamente renunciar o meu nome de nascença. Então, como eu tinha próstata e não útero, eu fui classificada como “mulher trans” em meu certificado de gênero. Isso foi o suficiente para que eu mudasse meu passaporte para feminino, e eu estou feliz que as pessoas possam agora optar pelo terceiro gênero, mas esse só é o começo da nossa luta”.

Tamana, uma hijra de cerca de 30 anos que se identifica como uma pessoa bissexual, e mora em Bangalores, acredita que as mudanças deveriam vir de dentro da comunidade também: “Eu fui atraída pela comunidade hijra porque eu não tinha nenhum lugar para ir quando minha família descobriu que eu me sentia como uma mulher e fazia sexo com homens”, ela disse. “Eu tinha somente 15 e elas me abrigaram. Mas, mesmo que nós nos colocamos como família, a verdade é que nós seguimos as ordens de um guru que pode ser despótico”

1a203442-a7b2-11e9-8d5c-2d5b58977904_1320x770_164808
Tamana, uma hijra de Banglaore (Foto: Miguel Candela)

Tamana diz que foi forçada a vender sexo e passar pelo processo de castração.

“No começo elas me forçaram a pedir esmolas na rua. Depois foi a prostituição. No final elas me alertaram que não iriam me proteger se eu não passasse pela cirurgia e me torna-se um eunuco”. Por medo, ela concordou. “A Índia aprovou leis para nos proteger. Mas a sociedade é brutal. Minha família não quer falar comigo, e eu não tenho amigos fora do círculo de hijras. Eu não iria sobreviver sozinha”.

Tamana entrega metade dos seus ganhos para o seu guru, que também cobra pelas acomodações em um flat compartilhado por outras seis hijras. “Elas são intocáveis e criam uma máfia onde é impossível escapar”, ela conta.

Outras pessoas trans não gostam de criticar os seus gurus, mas admitem que eles são duros e demandam o recolhimento de ganhos. Cerca de doze gurus em Bangalore e Delhi,  somente Kalawati se dispôs a falar sobre essa questão. Ela está cuidando de 20 “discípulas”, mas nega ser uma cafetina: “Eu tenho uma vida de respeito. Eu não quero que o terceiro gênero seja ligado à prostituição”, ela diz.

095bd3e8-a157-11e9-9a3c-98259c87fba2_972x_164808
Kalawati, uma mulher trans, está no comando de 20 aprendizes hijra (Foto: Miguel Candela)

Mas, Kalawati, que também é uma mulher trans, admite que usa as hijras que estão sob sua proteção para pedirem esmolas, e toma parte dos seus ganhos. “Esqueça o que a lei diga. Nós somos impedidas de ter empregos decentes, então essa é a nossa única maneira de sobreviver”, ela diz.

Rakshita, de 27 anos, não quer ser ligada com a comunidade hijra. Ela é uma mulher trans de Delhi e orgulhosamente coloca que, diferente de muitas, ela é formada em uma universidade.

“Eu nasci um homem, mas eu passei pela cirurgia de adequação de sexo, e sou hoje 100% uma mulher. Eu não tenho crise de identidades, ou problemas com a minha família”.

Poucas pessoas trans no sul da Ásia podem ter o que a sociedade considera uma vida normal. Mas Naaz, outra mulher trans de Delhi, é a prova de que isso é possível. Ela é casada com um homem de 22 anos.

“Eu tinha 18 anos quando conheci Arian. No começo, eu fui honesta e contei para ele que eu tinha nascido homem e não tinha atributos femininos ainda”, ela se lembra.

“Eu não nego que fiquei surpreso, mas eu decidi continuar namorando ela”, responde Arian.

0bf6daa8-a157-11e9-9a3c-98259c87fba2_1320x770_164808
Naaz e seu marido, Arian, em um flat que eles alugam em Bangalore. Casamentos heterossexuais com pessoas trans são raros na Índia (Foto: Zigor Aldama)

O casal se apaixonou mas muitos tiraram sarro do seu relacionamento. “Uma vez um grupo de pessoas estavam nos insultando e Arian não aguentou mais. Ele cortou suas mãos e pintou um bindi (um ponto entre as sobrancelhas que significa o amor e pode denotar que uma mulher é casada) com o seu próprio sangue. Isso é como ele me pediu em casamento”, diz Naaz, enquanto lágrimas enchiam os seus olhos e Arian ficava com o rosto vermelho.

Não foi fácil, mas nossas famílias concordaram com o nosso casamento e Naaz arrecadou 300.000 rupias (R$17.100,00) para a transição dela. Ela recebeu terapia de hormônios e implante de seios, e então passou pela vaginoplastia. “Depois de sofrer muito na minha vida, eu estava surpresa de quanto apoio eu recebi de familiares e amigos”, ela disse. “Hoje que eu mudei o meu gênero, nós estamos pensando em adotar um bebê”.

Para o norte, no alto do Himalaia, direitos LGBT tem avançado mais do que em qualquer outra região.

O Nepal reconheceu o terceiro gênero em 2007, um anos depois que um movimento democrático tornou o reinado em uma república. A Suprema Corte ordenou que o governo retirasse todas as leis que discriminavam pessoas baseado em sua orientação sexual ou identidade de gênero, e tanto a homossexualidade como a alteração de gênero se tornaram legais. Os artigos 12, 18 e 42 da nova constituição de 2015 – consideradas uma das mais progressivas da Ásia – explicitamente protegem a comunidade LGBT.

9fb9ccd6-a7b1-11e9-8d5c-2d5b58977904_1320x770_164808
Pinky Gurung, fundadora do Blue Diamond Society,  a principal organização LGBT do Nepal (Foto: Miguel Candela)

Na realidade, o Nepal é hoje o único país da região que tem uma classificação alta no Equaldex – um índice de igualdade que compara direitos LGBT e dados da opinião pública de países, estados e regiões – bem maior que as Maldivas, Paquistão e Butão, assim como a Índia.

“No papel nós estamos muito a frente dos nossos vizinhos como a Índia ou Bangladesh”, disse Pinky Gurung, fundadora da Blue Diamond Society, a principal organização de direitos LGBT do país. “Mas na vida real a discriminação ainda persiste. Encontrar empregos ou até mesmo alugar uma casa é difícil para pessoas do terceiro gênero. A implementação de leis ainda é fraca”.

Pinky, que entendeu que era trans ao se encontrar algumas mulheres trans no distrito de luz vermelha de Kathmandu, aponta que enquanto mudanças de gênero são permitidas, “a cirurgia ainda é requerida, e procedimentos cirúrgicos desse tipo são ilegais no Nepal. As pessoas tem que viajar para a Índia ou Tailândia, e porque eles normalmente são pobres, isso é muito difícil de ser alcançado”.

19bbaf2e-a157-11e9-9a3c-98259c87fba2_1320x770_164808
Elyn Bhandari mostra fotos suas como menina crescendo em Kathmandu (Foto: Miguel Candela)

Elyn Bhandari, de 27 anos, é um bom exemplo disso. Ele foi designado menina ao nascer e, aos 13 anos, descobriu que o seu corpo não estava em sincronia com a sua mente. “Eu comecei a me sentir mal sobre a minha imagem quando meus peitos começaram a crescer e eu comecei a menstruar. Eu me sentia como homem e não entendia porque eu era mulher”, se lembra Elyn.

Se passaram somente 20 dias depois que ele teve a sua cirurgia de remoção dos seios e ainda tinha o peito enrolado em ataduras. “Isso me custou 200.000 rupias. Uma pequena fortuna”, ele disse. Ele gostaria de passar pela cirurgia de genitália também. Mas “isso seria muito caro”, e ele também está preocupado pelo resultado: “98% dos procedimentos não são completamente satisfatórios.

Agora, hormônios para crescer pelos faciais e desenvolver massa muscular, engrossar a voz e para a menstruação já são o suficiente. “Quando as pessoas me veem na rua, eles veem um homem”, ele disse. Mas ter uma mulher que o aceite é mais difícil. “Eu tive um relacionamento uma vez, mas a família dela não me aceitava e nós tivemos que nos separar. Eu me sinto mais confortável com mulheres trans porque nós compartilhamos dificuldades parecidas”.

7fd036dc-a7b4-11e9-8d5c-2d5b58977904_1320x770_164808
Aakanshya Timsina, uma ativista da Blue Diamond Society (Foto: Zigor Aldama)

Aakanshya Timsina, outra ativista da Blue Diamond Society, é uma das que ele fez amizade. Ela passou pelo processo cirúrgico de transição completo em Bangkok e hoje se declara como mulher heterossexual. “Outra razão que muitos temem ao passar pelo procedimento cirúrgico completo é que a recuperação demora de três a quatro meses. É um período onde a pessoa não pode trabalhar e se torna um fardo financeiro”, ela explica.

Isso é o que também desencoraja Meghna Lama de passar pela operação para conseguir a vagina que ela deseja ter desde que era adolescente. “Eu estou muito ocupada para conseguir esse tipo de tempo”, diz a vencedora do concurso de beleza Miss Pink Nepal 2010, e dona do único bar LGBT de Kathmandu, Pink Tiffany.

“Aquele concurso foi um momento chave na minha vida por duas razões: primeiro, a imprensa começou a mostrar interesse pela minha história, o que fez bem para alcançar mudanças na sociedade e me trouxe oportunidades de trabalho; depois. o sucesso me deu coragem para começar a minha transição”, diz Lama, que já tentou tirar a sua própria vida tomando veneno. Hoje ela está feliz que essa tentativa falhou.

a1e924a2-a7b1-11e9-8d5c-2d5b58977904_1320x770_164808
Meghna Lama, mulher trans. empreendedora e Miss Pink Nepal 2010, em sue café em Kathmandu (Foto: Miguel Candela)

Com Pink Tiffany, que abriu em 2015 na vizinhança turística de Thamel (onde também muitas pessoas trans oferecem serviços sexuais), Lama quer oferecer um lugar seguro para os seus iguais.

Mas até mesmo um um lugar relativamente progressivo como o Nepal, assim como em Bangladesh e na Índia, a comunidade LGBT não está livre até que eles consigam dinheiro. A sua autonomia aumenta com o seu poder econômico.

Sentada em seu bar, pronta para recepcionar os seus clientes, Lama sorri. “Eu quero provar que nós podemos ser bem sucedidas em qualquer negócio”.

____________________________

Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): In India, Bangladesh and Nepal, transgender communities exist on margins of society, waiting for change in public opinion

Esse café na Índia emprega principalmente pessoas trans

Índia se abstêm de votar pelos direitos LGBT no conselho de direitos humanos da ONU

Minorias sexuais do Nepal demandam que o governo inclua minorias sexuais nos serviços públicos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: