A escola que oferece um espaço seguro para mulheres trans da Indonésia

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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Uma organização internacional de direitos humanos reconheceu os avanços de uma escola islâmica para mulheres trans.

Shinta Ratri, líde da escola em Yogyakarta, na Indonésia, recebeu um prêmio pela organização irlandesa Front Line Defenders.

Shinta, que estabeleceu a escola em 2008, disse para o Jakarta Post que ela estava completamente grata.

Ela dedicou o prêmio para a comunidade LGBT.

“O direito de orar e aprender sobre a religião é para todos os seres humanos” ela também disse.

A homossexualidade atualmente é criminalizada na maior parte do país. Na província de Aceh, e para muçulmanos da cidade de Palembang, ela é criminalizada pela lei Sharia.

Líderes religiosos e políticos tem declarado o seu ódio contra a comunidade LGBT nos últimos três anos.

A perseguição tem realizado buscas policiais em clubes e saunas LGBT, publicações e até mesmo centros HIV.

Autoridades também introduziram leis locais ou usam leis arcaicas de pornografia para perseguir a população LGBT.

Por isso a maioria ainda permanece dentro do armário, vivendo com medo.

Escola Al-Fatah

Shinta estabeleceu a Al-Fatah com sua colega trans Mariani.

Ela oferece abrigo, terapias, e ensino para mulheres trans que foram rejeitadas pela sua família.

Shinta, que tem 57 anos, é a diretora da escola desde 2014.

Em 2016, uma organização nacional islâmica demandou que Shinta acabasse com o projeto.

“Teria sido muito fácil fechar a escola, mas Shinta decidiu continuar” comentou Mary Jane Real, um membro do painel da Front Line Defenders.

Mas, de acordo com o Jakarta Post, muitos vizinhos apoiam a escola.

Eles valorizam as benfeitorias e contribuições da escola para a comunidade local.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): The school providing a safe place for transwomen to learn

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