Primeira feira LGBT de empregos da Índia reúne diversas empresas em Bangalore

Tradução do texto de Rishi Iyengar e Jordan Ashmore originalmente postado no CNN Business.

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A primeira feira de empregos para pessoas LGBT da Índia atraiu uma diversidade de pessoas ao chamar grandes nomes para a realização de entrevistas de centenas de candidatos na cidade de Bangalore.

Goldman Sachs, Ford, Uber, Accenture e Intel, assim como a grandes empresas indianas como a Godrej – um conglomerado familiar – e a produtora de mesas VIP Industries, estavam entre as dezenas de empregadores que patrocinaram a feira e ofereceram oportunidades de emprego.

O evento foi organizado pela Pride Circle, uma organização fundada em 2017 para promover a inclusão de pessoas LGBT na força de trabalho.

“Ou você encontra pessoas queer em marchas da parada, ou você os encontra em festas gays, ou em festivais de filmes”, disse o co-fundador da Pride Circle Srini Ramaswamy para a CNN Business. “E nesses três grandes espaços, você provavelmente não irá chegar e perguntar ‘Oi, você está procurando um emprego?”.

A comunidade LGBT da Índia tem enfrentado uma longa batalha pelos seus direitos. A homossexualidade um crime até o ano passado, quando a Suprema Corte do país baniu a lei de épocas coloniais em setembro.

Ramaswamy disse que foi difícil conseguir com que companhias participassem quando a Pride Circle começou. Desde então, ela cresceu de quatro para mais de 700 membros, espalhados por todo o país.

“As companhias estão agora nos procurando em apoio e solidariedade”, ele adicionou.

A organização começou como uma plataforma para pessoas da comunidade LGBT se encontrarem e discutirem os desafios que eles enfrentaram nos espaço de trabalho, ao criar grupos seguros em Bangalore. No começo organizando oficinas em companhias por toda a cidade para aumentar a conscientização.

Organizando a feira de empregos gerou “um momento de ideia”, disse Ramaswamy, que procurava criar um espaço para candidatos LGBT e empregadores interagirem.

A feira de empregos RISE – um acrônimo para Reimagining Inclusion for Social Equity (Reimaginando a Inclusão para a Igualdade Social) – atraiu mais de 450 candidatos, disse Ramaswamy, excedendo a capacidade de 350 pessoas para o evento. Aqueles que conseguiram um acento tiveram que competir pelas 250 vagas oferecidas por 35 companhias diferentes.

“Nós queremos criar um espaço de trabalho que seja inclusivo e reflita a diversidade da comunidade que servimos”, disse Vishpala Reddy para a CNN Business, diretor de recursos humanos regional da Uber na Ásia do Pacífico,  “A primeira feira de carreiras para pessoas LGBT é uma oportunidade perfeita para o nosso comprometimento de criar um ambiente que funcione para todos e onde pessoas de diversas realidades possam florescer”, ele adicionou.

Bangalore é lar do terceiro maior escritório da Goldman Sachs no mundo, atrás de Nova York e Londres. Uma das analistas do banco na cidade foi um dos que lutaram para que a Suprema Corte descriminalizasse a homossexualidade.

“Vozes e esforços coletivos importam para que progresso seja alcançado”, disse a gerente chefe do capital humano da Goldman Sachs de Bangalore, Vidya Lakshmi.

“Essa é a primeira feira desse tipo na Índia, e é uma oportunidade única para ativamente demonstrar interesse e buscar talentos dentro desse grupo”.

A Pride Circle quer dobrar o número de cidades em que ela opera no próximo ano, e poder criar feiras de empregos semelhantes em Mumbai, Nova Déli e Calcutá com o objetivo de facilitar pelo menos 2000 novos contratos nos próximos dois anos.

A organização também está usando a feira para mostrar para divulgar pequenas empresas gerenciadas por pessoas LGBT, e tem criado uma base de currículos para empregadores.

E mais opções estão se abrindo. Outro grupo LGBT, Six Degrees, está organizando outra feira de empregos “celebrando a diversidade de gênero, idade e sexualidades” em Mumbai no próximo mês.

“O que tem mudado para candidatos é a esperança e felicidade de que as companhias estão abrindo as suas portas, e que estão fazendo esforços positivos em direção da inclusão”, disse Ramaswamy.

“Não é sobre reservas, não é sobre uma cota, não é sobre um serviços de tokenização”, ele adicionou. E sim sobre criar “uma oportunidade que aceite todas as pessoas”.

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Matéria original (Em inglês): India’s first LGBTI job fair draws a crowd in Bangalore

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