Ativistas apontam que a Coréia do Sul está deixando direitos LGBT de lado

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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O crescente movimento LGBT da Coréia do Sul tem recebido uma grande reação negativa de conservadores, apontou a Human Rights Watch (HRW).

No seu relatório mundial de 2019, a HRW afirmou que líderes tem feito pouco para proteger os direitos de pessoas LGBT na Coréia do Sul.

O grupo de direitos humanos apontou que 210.000 pessoas assinaram a petição contra a parada do orgulho que aconteceu na capital, Seoul. Manifestantes anti-LGBT também impediram a parada do festival de Incheon.

As linhas educacionais do governo sobre educação sexual também discrimina jovens LGBT, apontou a HRW.

Além disso, a corte constitucional da Coréia do Sul está atualmente considerando se desmantela ou não a lei que pune atos sexuais entre soldados do mesmo sexo com até dois anos de prisão.

O ativista coreano LGBT, Minsoo Kim, contou para o Gay Star News que 2018 foi um “momento de virada”.

O ódio e a violência “será lembrado como a maior reação negativa contra pessoas LGBT na história da Coréia”, ele contou.

Phil Robertson, representante diretor na Ásia da Human Rights Watch, conta que as pessoas esperavam mais do presidente Moon Jae-in. Moon, um ex-advogado de direitos humanos, tem se manifestado contra as violações dos direitos humanos no país.

“Moon deveria mudar de postura, e agir para proteger e empoderar minorias sociais e pessoas vulneráveis, preservando a liberdade de expressão”, disse Robertson.

A homossexualidade não é criminalizada na Coréia do Sul. Mas atitudes conservadoras, especialmente entre cristãos, forçam muitos coreanos LGBT a viverem dentro do armário.

Não existe atualmente uma legislação que proteja coreanos LGBT de discriminação. O casamento homoafetivo também não é legalizado.

Atacando a marcha

De acordo com Minsoo Kim, coreanos LGBT estão “enfrentando o ódio e a ignorâcia em cada momento de suas vidas”.

Grupos conservadores cristãos lançaram ataques significativos contra o evento do orgulho LGBT em 2018.

Mais de 200.000 pessoas assinaram uma petição demandando que o governo agisse para impedir que o Festival Queer de Seoul acontecesse.

“Nós não queremos ver esse evento abominável em nossos quarteirões” dizia a petição.

Protestantes cristãos, invadiram eventos LGBT ao redor do país. Eles criaram uma situação horrível em Incheon.

Em Busan, foram necessárias centenas de policiais para manter o evento livre de violência.

Mas, de acordo com Minsoo Kim, os organizadores também enfrentaram oposições de administrações locais.

“Eu espero que os membros da comunidade LGBT tenham a coragem de enfrentar o ódio”, alertou Minsoo Kim.

“Permaneçam fortes, nós vamos continuar lutando contra o ódio e a discriminação” ele conta.

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Matéria original (Em inglês): South Korea slipping on LGBTI rights, activists warn

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