Jurista malaia acusa o governo de “covardia” em questões de direitos LGBT

Tradução do texo de Rik Glauert originalmente postado na Gay Star News.

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A jurista Datuk Ambiga Sreenevasan acusou o atual partido no poder do governo malaio de “covardia” sobre o seu tratamento de pessoas LGBT.

Ela alertou que o governo deveria parar com as investigações sobre as organizadoras da Marcha da Mulher que aconteceu na Malásia.

Malaios LGBT estão novamente sob ataque depois que demandas por direitos LGBT foram inclusos na Marcha das Mulheres.

“É fácil atacar um grupo minoritário. Isso não é coragem. Isso é uma covardia”, ela afirmou em declaração.

“O que leva coragem e liderança é lutar pelas suas liberdades fundamentais mesmo se você discorda deles” ela adiciona.

A Malásia, governada por políticos de direita e líderes religiosos, está se tornando cada vez mais intolerante contra a população LGBT.

A ativista de direitos humanos e ex-presidente da corte Malaia, Sreenevasan questionou o líder: “Eles estão orgulhosos da maneira como atacam uma comunidade minoritária com as suas visões não-científicas?”.

Pessoas LGBT enfrentam discriminação no espaço de trabalho e em hospitais, diz Sreenevasan. Eles estão sob o risco de violência e até mesmo assassinatos, ela complementa.

Ela afirma que “todos os seres humanos merecem viver livres sem medo”. Os líderes estão se comportando como intimidadores, ela argumenta.

“A constituição federal não discrimina pessoas baseado no seu gênero ou identidade sexual”.

Direitos LGBT na Malásia

A Human Rights Watch pediu que o governo Malásio abandonasse as investigações contra as organizadoras da Marcha das Mulheres.

O governo e a mídia condenaram a marcha por incluir demandas por direitos LGBT.

Um membro do parlamento disse que as organizadoras “abusaram do espaço democrático ao defender algo que é errado de acordo com o Islã”.

“O governo está firme de que práticas LGBT nunca serão aceitas nesse país”, ele complementou.

A homossexualidade é criminalizada na Malaia. Essa lei da era colonial britânica pune o sexo entre dois homens com até 20 anos de prisão.

Cortes da sharia que seguem as leis britânicas acontecem paralelamente ao judiciário secular.

Anteriormente, o ministro do turismo do país, afirmou que o país não tinha homossexuais.

A polícia invadiram clubes gays e realizaram a prisão de diversos indivíduos.

Um estado conservador puniu fisicamente uma mulher por tentar ter relacionamentos sexuais com outra mulher. E, o mais importante, o governo continua a se utilizar de uma retórica anti-LGBT.

O primeiro ministro da Malásia afirmou que não poderia aceitar direitos LGBT e os categorizou como importações do ocidente.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Leading Malaysian lawyer accuses government of ‘cowardice’ on LGBT rights

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