Postagem criticando educação inclusiva viraliza nas redes sociais chinesas

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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Uma postagem criticando materiais didáticos com conteúdo LGBT na China recebeu mais de 100.000 visualizações.

O autor da postagem, Sand Monk da Weibo, disse que os materiais didáticos promovem a homossexualidade e o casamento igualitário.

Ele acusa os autores do material de “copiarem as ideias liberais do ocidente”.

A China descriminalizou a homossexualidade em 1997 e a removeu da lista de doenças mentais em 2001.

Mas, a sociedade ainda é muita conservadora e orientada pela família, e muitos chineses ainda vivem no armário. O casamento homoafetivo ainda é ilegal.

A Associação de Serviços de Transmissão da China (CNSA) oficialmente baniu conteúdos LGBT da internet chinesa em junho de 2017.

A CNSA categorizou a homossexualidade como um “comportamento sexual anormal”.

A postagem de Sand Monk incluia cópias do livro “Vida amorosa – Manual educacional para educação sexual para escola primária” de Liu Wenli.

Sand Monk denunciou 12 páginas do material que falavam sobre gênero, homossexualidade, casamento homoafetivo, sair do armário e sexo seguro.

Educação sexual

Ah Qiang, da PFLAG China, disse que ele tinha se encontrado com diversas pessoas que eram contra a educação sexual inclusiva para pessoas LGBT na China.

Ele disse que eles estavam preocupados sobre a procriação da próxima geração.

Mais importante, ele disse para o Gay Star News, “eles acham que pessoas LGBT podem mudar, eles acham que é uma invenção da cultura ocidental”.

“Eles acham que se nós não falarmos sobre essas coisas, as crianças não irão se tornar LGBT”, ele diz.

Centenas de comentários apoiavam a postagem de Sand Monk. Um comentário pedia que as autoridades prendessem o autor do livro.

Outro dizia que esse tipo de educação iria levar à extinção do povo chinês.

Ano passado, organizadores LGBT se reuniram para demandar que o governo incluísse lições sobre sexualidade e identidade de gênero nas escolas.

Eles afirmavam que um quarto dos estudantes chineses sofriam bullying. E, 40% desses casos eram motivados por questões de identidade de gênero ou orientação sexual.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Viral social media post in China slams LGBTI-inclusive education

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