Corte rejeita reivindicação de danos contra a Universidade de Hitotsubashi sobre a morte de estudante gay

Tradução de um texto originalmente publicado no The Japan Times.

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Uma corte japonesa rejeitou um processo de reivindicação de danos contra uma universidade de Tóquio aberto pelos pais de um estudante de direito que morreu depois de ter sua sexualidade exposta por outros estudantes em 2015.

Os pais processaram a Universidade de Hitotsubashi, afirmando que a universidade nacional falhou em responder apropriadamente no caso de exposição do jovem de 25 anos, que acabou o levando a sua morte.

Mas, a corte do distrito de Tóquio decidiu que a universidade não falhou com as suas responsabilidades de assegurar na criação de um ambiente seguro para os seus estudantes, com o juiz responsável, Masanori Suzuki, afirmando que não houve nenhum problema na maneira como os professores e funcionários da universidade lidaram com essa situação.

O estudante foi exposto por outros estudantes em um grupo no aplicativo de mensagens Line em junho de 2015. Dois meses depois, o estudante sofreu um ataque de pânico na sala de aula, e se jogou do prédio da universidade, morrendo logo em seguida.

Ele tinha pedido para a universidade diversas vezes para trocar de classe, de acordo com o processo.

Os pais inicialmente processaram os outros estudantes, mas ambas as partes entraram em um acordo.

Durante o julgamento, os pais afirmaram que a universidade falhou em compreender o caso como uma questão de direitos humanos e criou um ambiente permissível para esse tipo de assédio entre os estudantes ao não educar adequadamente que fazer piadas de minorias sexuais é um tipo de assédio.

A universidade argumentou que enquanto ela possa tomar atitudes para aumentar a conscientização, é impossível prevenir atos específicos de assédio.

A cidade de Kunitachi, onde a universidade se encontra, introduziu em abril do ano passado uma ordem que afirma que nenhuma pessoa pode expor a orientação sexual ou identidade de gênero de um indivíduo contra a vontade dele.

No Japão, pelo menos uma entre onze pessoas se identificam como LGBT, de acordo com uma pesquisa conduzida em outubro do ano passado pela empresa de marketing Dentsu Inc., que entrevistou 60.000 pessoas entre 20 e 59 anos.

Ainda assim, comentários discriminatórios contra a comunidade LGBT não são incomuns no país. Ano passado, uma legisladora sofreu críticas por dizer em um artigo que o governo não deveria oferecer apoio para minorias sexuais porque elas não tem filhos e por isso não são “produtivas”.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Court rejects damages claim against Hitotsubashi University over death of outed gay student

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