Polícia malaia investiga ativista LGBT por causa de discurso nas Nações Unidas

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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A polícia da Malásia está investigando o ativista LGBT, Numan Afifi, depois que ele relatou sobre as situações dos direitos de pessoas LGBT em uma seção co Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

A polícia intimou Afifi a visitar uma estação de polícia no dia 26 de abril para fazer um depoimento, de acordo com a sua postagem no facebook.

“Eu não vou me curvar para esses atos de assédio ou intimidação como um defensor dos direitos humanos da Malásia”, escreveu Afifi.

“Eu luto por todos os direitos humanos e irei continuar a fazer isso”.

Existe uma crescente intolerância contra pessoas LGBT na Malásia nos últimos anos.

Em julho do ano passado, Afifi saiu do seu papel como oficial de imprensa do ministério do esporte e juventude por causa de ameaças e abusos que recebia por causa da sua sexualidade.

Afifi lançou uma declaração conjunta de 12 organizações LGBT para a Revisão Períodica Universal dos direitos humanos da Malásia em Geneva, suiça.

Ela afirmou que o governo rejeitou 10 recomendações feitas pelo corpo legal das Nações Unidas sobre os direitos LGBT.

O Centro pela Independência Jornalística da Malásia entrou em contato com a polícia para parar com a investigação.

Eles afirmaram que isso “somente serve para destacar o assédio, ataque e discriminação sofridos por pessoas LGBT da Malásia” de acordo com uma declaração no Facebook.

“Violência promovida pelo estado”

De acordo com a declaração conjunta de 41 organizações regionais LGBT, Afifi foi atacado por classificar os programas de terapias de conversão como “violência promovida pelo estado”.

A terapia de conversão buscam mudar a sexualidade ou identidade de gênero de uma pessoa através de terapia ou outros tipos de tratamento.

Agências de saúde, governos e as Nações Unidas denunciaram essa prática.

A declaração conjunta defendem que a descrição de Afifi era precisa.

Ela listou programas que diversos ministros do governo lançaram para mostrar “o caminho correto” para as pessoas LGBT.

“Essas atividades patrocinadas pelo estado retiram o direito de pessoas LGBT viverem com dignidade”, disse a declaração.

A declaração afirmou que a posição do governo levou para um “aumento das agressões, discriminação, e violência contra pessoas LGBT em espaços físicos e nas mídias sociais”.

Ela clamava que o governo parasse a investigação sobre Afifi, ouça grupos LGBT e revise as suas atuais políticas.

Malásia

Líderes religiosos e políticos da Malásia tem incentivado fundamentalistas religiosos a perseguirem a comunidade.

Um ministro malaio trouxe suas preocupações ao parlamento sobre o conteúdo LGBT da Netflix.

A homossexualidade é ilegal na Malásia. Essa lei proveniente da era colonial pune o sexo entre duas pessoas do mesmo sexo até 20 anos de prisão.

O ministro do turismo também afirmou que não existiam homossexuais no país. E a polícia tem invadido clubes e prendido diversos indivíduos.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Malaysian police investigate LGBT activist over UN speech

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Ativistas alertam que a constituição malaia não oferece proteção para pessoas LGBT

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