Time de Netball formado de pessoas trans foi banido de competir na Malásia

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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Uma das universidades mais antigas da Malásia barrou um time de netball formado de mulheres trans de participar de uma competição.

O membro sênior disse no Facebook que somente times masculinos ou femininos poderiam competir e que times trans ou LGBT não eram bem vindos.

A Malásia, liderada por políticos LGBTfóbicos e líderes religiosos, está se tornando cada vez mais e mais intolerante contra a população LGBT.

A universidade está “sempre alerta sobre as questões LGBT em concordância com as determinações do estado” escreveu um professor associado da facilidade de esportes da Universidade de Educação Sultan Idris (UPSI).

Ele também compartilhou cópias do formulário de inscrição do time.

“Ódio no coração humanos”

O time recentemente conseguiu o terceiro lugar na categoria masculina do tornei internacional de netball da UPSI.

Uma dos membros do time, Lysa Asraf, compartilhou a notícia no Facebook.

Lysa Asraf disse que o time somente queria participar “dos esportes e viver uma vida saudável envolvendo atividades com diversas pessoas”.

Mas, Lysa Asraf culpou a UPSI por tomar atitudes anti-LGBT. “Obrigado por terem incendiado o espírito de ódio no coração humano, em particular na Malásia”, também escreveu Lyssa Asraf.

A renomada ativista trans, Nisha Ayub, também se manifestou no Facebook para denunciar a UPSI.

Ela disse que quando pessoas trans tentam fazer parte da sociedade, elas se tornam alvos de ataque.

“Porque pregadores praticam essa perseguição e ódio contra minorias?” ela pergunta.

“O que essas pessoas ganham ao tornar a vida de outros mais difícil?”

Ayub culpou o pregador anti-LGBT local, PU Amin, por “criar um problema” com o time. Amim ficou famoso antes por ter culpado as pessoas LGBT pelos terremotos.

Direitos LGBT na Malásia

Malaios LGBT ficaram sob ataque depois que a Marcha das Mulheres demandaram pelo reconhecimento dos direitos LGBT.

Um membro do parlamente disse que as organizadoras tinham “abusado do espaço democrático para defender algo que é errado pelo Islã”.

“O governo é firme que as práticas LGBT nunca serão aceitas nesse país” ele adicionou.

Homossexualidade é criminalizada na Malásia. A lei remanescente da era colonial pune o sexo gay em até 20 anos de prisão.

Cortes sharia seguindo leis islâmicas legislam paralelamente ao juri secular.

O ministro do turismo do país também afirmou que o país não tinha homossexuais.

Policiais já invadiram clubes gays e prenderam diversos indivíduos.

Um dos estados conservadores puniu fisicamente mulheres por tentarem manter relações sexuais. Pelo menos duas mulheres trans foram assassinadas nos últimos meses.

E, mais importante, o governo continua a usar uma retórica anti-LGBT.

O primeiro ministro da Malásia afirmou ano passado que o país não poderia aceitar os direitos LGBT por serem importações ocidentais.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Trans netball team banned from competing in Malaysia

Ativistas alertam que a constituição malaia não oferece proteção para pessoas LGBT

“Não existem gays na Malásia” afirma ministro do turismo

Declaração de ativistas LGBT malaios: Silêncio e Censura perpetuam a Discriminação e o Ódio

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