Polícia do Azerbaijão está usando a internet para perseguir pessoas trans

Tradução do texto de James Besanvalle originalmente postado no Gay Star News.

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A polícia do Azerbaidjão está supostamente perseguindo e prendendo pessoas trans e gays na capital do país, Baku.

De acordo com relatórios de pessoas LGBT anônimas em Baku, as detenções aleatórias começaram na noite do dia primeiro de abril. Policiais depois os levaram para o Departamento de Polícia do Distrito de Binagadi.

Um relato afirma que os policiais estão tentando “caçar” pessoas trans através da internet. Policias supostamente enganam pessoas trans que trabalham com sexo, fazendo convite para elas virem até quarto de hotéis.

Assim que a pessoa trans chega no local de encontro, eles as algemam e levam ela para a estação de polícia, conta um ativista local.

Azerbaijan
Brutalidade policial no Azerbaijão em setembro de 2017 (Foto: Jahangir Yousouf)

Uma fonte anônima contou para o Gay Star News que o número de detidos já chegou a 14 pessoas.

“Eu recebi recentemente a informação de que eles foram sentenciados a 30 dias de detenção”, revelou a fonte.

E então adicionou: “Nós pedimos para a União Européia, o Concelho da Europa e de Especialistas Independentes da União para reagirem imediatamente para que o número de pessoas não aumente ainda mais”.

A razão das prisões ainda é desconhecida. Apesar de relatos detalharem que autoridades multaram alguns dos detidos sob o artigo 510 do Código de Ofensas Administrativas (hooliganismo menor)

Azerbaidjão: História dos abusos contra direitos humanos

Relatórios de autoridades do Azerbaidjão aleatoriamente prendendo pessoas LGBT ficaram a tona em setembro de 2017.

Testemunhas relataram que autoridades prenderam pessoas LGBT, espancaram, abusaram verbalmente e forçaram exames médicos em pessoas trans. Alguns relatórios também sugeriram que autoridades rasparam o cabelo de mulheres trans.

Um homem gay contou que autoridades espancaram, eletrocutaram e o deteve por nove dias.

O homem – conhecido somente como Xeyal – disse que as autoridades bateram nele com um cacetete na cabeça, joelhos e braços, e também o eletrocutaram por mais de 30 minutos.

Eles também torturaram Xeyal até ele revelar os nomes de ex-parceiros sexuais, assim como forçaram ele a assinar um documento sem permitir que ele o lê-se.

O Azerbaijão está piorando em questões de direitos LGBT.

Um rank de 141 países ao redor do mundo descobriu que atitudes sociais em relação a questões LGBT estão em declínio, tornando o país um dos com pior performance.

Apesar de atividades homossexuais tecnicamente não serem criminalizadas, o Azerbaidjão está em falta de leis anti-discriminatórias, direitos parentais e matrimoniais de casais homoafetivos e direitos de pessoas trans.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Azerbaijan police are trying to ‘hunt’ transgender people through internet

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