Atleta lésbica espera que as Olimpíadas de Tóquio aumente a visibilidade LGBT nos esportes

Tradução do texto de Shinichi Chubachi originalmente postado no The Asahi Shinbun.

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Uma jogadora de futebol se assumiu publicamente, esperando que a sua declaração encoraje outros atores a fazerem o mesmo.

Shiho Shimoyamada, 24 anos, que joga para o SV Meppen, um time da segunda divisão da Bundesliga Alemã, espera normalizar a presença de pessoas LGBT na comunidade esportiva do Japão antes das Olimpíadas de Tóquio de 2020.

“Você irá encontrar muita companhia, absolutamente”, disse Shimoyamada para outros como ela, se decidirem se assumir.

Ela também disse na sua mensagem par atletas que estão escondendo a sua orientação sexual, “Uma vez que você compartilhar seus sentimentos com o seu time, o esporte irá ficar ainda mais divertido”.

Os organizadores das Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio 2020 promoveram a diversidade e encorajaram mais pessoas LGBT a participarem de esportes.

Mas Shimoyamada notou o que está faltando nesses esforços.

“Você não vê o rosto de pessoas LGBT”, ela contou.

Isso fez com que ela pensasse, “Seria poderoso se um atleta LGBT enviasse essa mensagem”.

Com o apoio da Pride House Tokyo, um projeto de promoção de eventos LGBT e divulgação de informação sobre minorias sexuais, Shimoyamada gravou um vídeo mensagem em Tóquio, contando a sua história e pensamentos.

Seu primeiro relacionamento com uma mulher foi no ensino médio. Depois de entrar para a Universidade Keio, ela descobriu que, dentro dos círculos de futebol feminino, existiam muitas jogadoras interessadas em mulheres.

Isso deu a Shimoyamada uma afirmação da sua identidade sexual.

Mesmo assim, ela manteve a sua sexualidade um segredo para o time.

Os seus amigos próximos, porém, a aceitaram por quem ela é.

“Eles me ajudaram a perceber que eu não precisava mudar, e estava tudo bem permanecer no time e amar a pessoa que eu amo. Eu me senti aliviada”, se lembrou Shimoyamada.

As colegas do seu time foram bastante compreensivas sobre minorias sexuais, já que frequentemente perguntavam para ela “quem você prefere, homens ou mulheres?”.

“Elas não veem atletas LGBT como especiais. Eu posso jogar como eu sempre joguei, e eu me sinto confortável em tais relacionamentos”, Shinoyamada disse.

O Comitê Internacional Olímpico retificou a Cartilha Olímpica em 2014 para assegurar que a orientação sexual estivesse explicitamente listada nas cláusulas de não-descriminação.

Ao redor do mundo, um número cada vez maior de associações esportivas escreveram regras e guias a respeito da participação de atletas LGBT nas competições.

O Japão, por outro lado, ainda falha nessa questão, já que nenhuma associação esportiva tomou essa iniciativa.

Pride House foi lançada por uma comunidade local LGBT quando Vancouver sediou as Olimpíadas de Inverno de 2010, abrindo um centro para interações durante os jogos. A sua participação continuou durante as Olimpíadas de Londres, Rio de Janeiro e Pyeongchang.

Depois que Tóquio ganhou a licitação dos jogos de 2020, a Pride House Toquio foi aberta por 20 ONGs e grupos de cidadãos que foram patrocinados por empresas.

Entre os patronos existem alguns atletas célebres, como Yuki Nagasato, jogadora de futebol e membro da liga nacional que venceu a Copa do Mundo FIFA em 2011, e Yuko Arimori, uma maratonista e duas vezes medalhista olímpica.

Ela planeja abrir centros durante os Jogos de Tóquio. Ela também realizará um evento esportivo maio em Tóquio convidando a participação de várias pessoas LGBT.

De acordo com a licença da Pride House Tokyo, 56 atletas que se identificam abertamente como LGBT participaram das Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.

“Todos idolatram atletas”, disse Gon Matsunaka, presidente da ONG Good Aging Yells, que opera o consórcio da Pride House Tokyo. “Eles são muito influentes”.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Gay athlete hopes Tokyo Games increase LGBT visibility in sports

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