Comunidade Hijra comemora mais de cinco anos de reconhecimento em Bangladesh

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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Em novembro de 2018 a comunidade Hijra comemorou cinco anos desde que o governo de Bangladesh reconheceu oficialmente a sua identidade de gênero.

Em uma decisão histórica em 2013, o governo reconheceu a população Hijra como terceiro gênero.

No sul-asático, Hijra se refere a um terceiro gênero. As hijras podem ser pessoas designadas homens ao nascer e que vivem como mulher. Algumas se identificam também como trans, ou intersexo, ou somente como hijra.

De acordo com o Ministério do Bem Estar de Bangladesh, cerca de 10.000 hijras moram no país.

Para comemorar, a comunidade ofereceu uma programação ao ar livre, com o objetivo de conectar as hijras com a comunidade local.

Eventos aconteceram em toda a capital de Bangladesh, Dhaka.

A organização comunitária ReThink Bangladesh compartilhou fotos de Hijras fazendo desenhos de henna nos visitantes do evento.

“Nós queremos que os membros da comunidade participel da sociedade local” contou a voluntária Shahjalal Hredoy para a Dhaka Tribune.

“Muitas pessoas vieram aqui fazer desenhos de henna com as hijras. Elas desejam que todas as pessoas da comunidade sejam bem sucedidas na vida” ela conta.

Luta por direitos

Apear do reconhecimento governamental, a comunidade ainda enfrenta grande discriminação e violência.

Muitas vivem em comunidades marginalizadas. Suas famílias e amigos normalmente as rejeitam. Muitas Hijras ganham dinheiro fazendo cerimônias religiosas, pedindo esmola ou trabalhando com sexo.

Bangladesh também não tem uma política que determina os passos legais para que alguém possa mudar o seu gênero nos documentos oficiais.

Em setembro do ano passado, Bangladesh elegeu a sua primeira oficial trans para a Comissão de Direitos Humanos.

“Hijras deveriam poder viver como qualquer outra pessoa” disse Chaity, a nova oficial. “A atitude e a mentalidade da sociedade tem mudado para assegurar que hijras não tenham que fazer o que hoje elas são forçadas a fazer para ganhar dinheiro”, ela diz.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Bangladesh’s trans community marks five years of official recognition

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