Primeira parada do orgulho da Ásia Central levantam protestos

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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Surgiram ameaças, protestos e ferozes debates no parlamento do Quirguistão depois que uma manifestação pró-LGBT aconteceu em março.

No que pode ser considerado o primeiro evento de orgulho LGBT público da Ásia Central, 400 pessoas se uniram à marcha das mulheres da capital, Bishkek, no dia 8 de março. Elas incluíam demandas pelo reconhecimento dos direitos LGBT.

Mas, de acordo com a Radio Free Europe, tal visibilidade trouxe a tona uma terrível reação negativa.

A deputada Jyldyz Musabekova escreveu no seu facebook que “o homem que não quer ter filhos ou a menina que não quer servir chá… devem não só serem amaldiçoados, como espancados”.

“Nós temos que espancar eles até ficarem sãos” ela continua. “Será que existe algum homem decente para fazer isso?” ela pergunta.

Ainda mais, durante um ferrenho debate parlamentar ela afirmou que o Quirguistão poderia se tornar o “gayistão”.

Alguns membros se pronunciaram contra os comentários de Musabekova.

Mas, outros apoiaram os comentários LGBTfóbicos.

But, others echoed anti-LGBTI comments.

Ziyadin Zhamaldinov disse que a marcha envergonhou o Quirguistão para os seus vizinhos.

Atualmente, o Quirguistão é a única democracia e um dos países mais progressistas da Ásia Central.

Mas, com a perseguição russa de 2013 com a população LGBT e a expurgação na Chechênia tem aumentado a discriminação na região.

Em novembro de 2018, um homem bissexual foi brutalmente atacado e torturado no Quirguistão. Os criminosos riscaram a palavra “gay” em sua barriga.

A marcha

Ativistas que organizaram a Marcha das Mulheres tem enfrentado ameaças e intimidações.

Autoridades da cidade tentaram dissuadir os organizadores de realizarem a marcha por “questões de segurança”.

E, cerca de 30 a 40 nacionalistas apareceram para intimidar as participantes.

Um dos participantes, Bektour Iskender contou para a Radio Free Europe que os organizadores já incluíram direitos LGBT nas marchas anteriores. Mas, nesse ano, a oposição notou.

“Eu clamo para que as pessoas do Quirguistão parem de temer pessoas LGBT – eles também são parte da nossa sociedade”, ele conta.

Na Malásia, a inclusão de direitos LGBT na Marcha das Mulheres desse ano em Kuala Lumpur também levantou um criticismo semelhante.

A polícia está levantando acusações criminais contra os organizadores através da lei de conspiração.

Líderes do governo também lembraram a comunidade LGBT que eles não serão aceitos. E ainda, o público chegou a culpar a visibilidade LGBT pelo clima chuvoso.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Central Asia’s first LGBTI pride march sparks protests

“Todos seremos vítimas em algum momento”: Porque o único clube gay de Bishkek foi fechado

Armênia suspende o projeto de lei que criminalizaria a “Propaganda Gay”

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