Diretor Ray Yeung busca igualdade para pessoas asiáticas da comunidade LGBT dentro da indústria cinematográfica

Tradução do texto de Ani Sandoli originalmente postado no Pink News.

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O seu último romance queer, “Front Cover”, foi apresentado no Museu Britânico como parte da terceira edição da Conferência “Queer” Asia e Festival de Filmes, um evento com a proposta de reunir pesquisadores, artistas e ativistas para discutirem questões LGBT da Ásia.

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Se assumir abertamente como LGBT ainda não é algo aceitável na Ásia e filmes com conteúdo LGBT como “Front Cover” são censurados em diversas regiões. Mesmo em lugares como a China e Hong Kong, onde a homossexualidade não é criminalizada, ela não é reconhecida pelo estado e não existem leis contra a discriminação. Isso faz com que as pessoas queiram se mudar para outros países para poderem viver abertamente a sua sexualidade.

“Muitos deles sonham em imigrar porque eles pensam que aqui no ocidente somos mais livres e assim podem fugir da pressão familiar”, conta Yeung. “Mas quando eles estão aqui, eles vivem um tipo diferente de discriminação, baseado em sua raça”.

O objetivo de Yeung sobre os seus filmes é mostrar as dificuldades e pressões que pessoas asiáticas LGBT sofrem dentro e fora da comunidade e também mostrar que eles não estão sozinhos.

Lançado em 2015 e filmado em diversos países, “Front Cover” conta a história de amor entre Ryan Fu, um homem dos Estados Unidos de ascendência chinesa que rejeita a sua herança cultural, e Qi Xiao Ning, um patriota imigrante de Beijing.

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O filme revela a divisão ideológica entre os dois homens: um se sente envergonhado da sua herança cultural chinesa, enquanto o outro a abraça com confiança. O filme também foca nas diferenças que educação e poder econômico criaram entre as populações de imigrantes asiáticos em países ocidentais.

“Ser gay e chinês em uma nação ocidental, você é o estranho”, disse Yeung. “Muitas dessas pessoas fingem serem brancas e heterossexuais. Eventualmente, você tem que aprender a ser você mesmo novamente”.

A inspiração de Yeung para a sua direção vem de suas próprias experiências como um jovem asiático que migrou de Hong Kong para o Reino Unido.

“Eu cresci em um internato na Inglaterra quando eu tinha treze anos, e eu estava descobrindo a minha própria sexualidade. Existiam muitos conflitos”, disse Yeung. “Para muitas crianças asiáticas que cresceram no ocidente, você sempre tenta se encaixar, e em alguns momentos você acaba perdendo a sua própria identidade”.

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Yeung espera que o seu filme não somente eduque o público e inspire pessoas a serem elas mesmas.

“É muito emocionante porque as pessoas da platéia geralmente vem e me dizem ‘eu nunca soube que alguém teve a mesma experiência que eu'”, ele disse.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Filmmaker Ray Yeung seeks equality in the movie industry for Asian members of the LGBT community

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