12 Artistas LGBT+ Brasileiros com ascendência leste-asiática para você seguir no Instagram

Quando falamos sobre as pautas de brasileiros LGBT com ascendência leste-asiática, um dos primeiros comentários que escutamos é “Nossa! Eu nunca vi uma japonesa trans!” ou “Que diferente, nunca pensei que existissem chineses gays” reforçando muitas vezes a compulsoriedade de uma cis-heteronormatividade sobre os nossos corpos por causa da nossa raça.

Esses comentários são frutos da falta de representatividade e invisibilização que acontece aqui no Brasil e até mesmo dentro da comunidade LGBT, que ainda é dominada por homens cis brancos.

Aqui reunimos o perfil de doze artistas brasileiros LGBT com ascendência leste-asiática para você seguir no instagram e começar a acompanhar o trabalho de artistas que fogem da realidade branca cis-heterossexual.

Caroline Ricca Lee (@rycca.lee)

“Brasileira de ascendência sino-japonesa, é ativista feminista interseccional artista visual, e fundadora da Plataforma Lótus – Rede feminista, centro de pesquisas, grupo de estudo e coletivo artístico, com produções em prol da vocalização de mulheres brasileiras de ascendência asiática. Em 2017, foi co-organizadora da HÍBRyDA #1 – Feira Feminista Interseccional Asiática, que propôs a resistência e visibilidade de artistas mulheres racializadas – amarelas e marrons – em espaços políticos e artísticos” contou a artista para o evento “Diversidades Asiáticas: identidade, gênero e sexualidades – o que a psicologia tem a ver com isso?”.

Gustavo Inafuku (@gjinafuku)

“Gay, brasileiro-okinawano Não me considero um artista, mas tenho usado o desenho e a pintura como ferramentas para me conectar com a minha identidade. Comecei a desenhar copiando mangás e influenciado pelo meu avô, que passava o tempo desenhando em bloquinhos enquanto cuidava de sua quitanda no interior. Parei de desenhar quando passei a negar minha herança cultural asiática e só recentemente, após o contato com o novo ativismo, voltei à prática. Meu insta, por consequência, reflete um pouco dessas experiências” contou Gustavo para a Asiáticos pela Diversidade.

Hadaka (@hadakaproject)

“Me chamo Ricardo Fujihara, me identifico como homem cis e gay, tenho ancestralidade japonesa e negra, sendo afro-asiático ou brasian(?). Meu processo criativo tem como inspiração a natureza e questões do cotidiano. Faço um estudo do ambiente antes de iniciar as fotos e vejo qual composição de adéqua melhor ao modelo que está sendo fotografado. O projeto retrata de forma pura e singela, as emoções humanas em ambientes naturais. Tendo como foco a fotografia documental e experimental de nu artístico natural, faz o registro de questões de preconceitos e fobias sociais, na qual o modelo, o retratado, conta sua experiência sobre determinado assunto. Hadaka pretende falar sobre homofobia, transfobia, misoginia, racismo, xenofobia e outros, por meio da fotografia. O projeto tem como objetivo principal, dar espaço de fala para aqueles que são marginalizados e poucas vezes ouvidos. Gays, lésbicas, negros, asiáticos, transexuais, mulheres e outros. Assim, tem como objetivo secundário, abrir espaço para discussões”. Contou Ricardo para a Asiáticos pela Diversidade.

Hafu Ilustra (@hafu.ilustra)

Marina Maiolino é uma ilustradora assexual haafu (mestiça com ascendência japonesa) que trabalho com ilustrações “com temática slice of life/yellow peril/feminismo asiático”. “Eu costumo usar como base fotos de movimentos de asiáticos fora da Ásia, principalmente das passeatas que tiveram do yellow peril supports black power, tenho uma série de ilustras desse teor que ainda vou lançar por lá já que esse insta é novo, só tem a primeira lá por enquanto. Costumo usar bastante nankin e finalização no computador”, contou Marina para a Asiáticos pela diversidade.

Ing Lee (@ing_lee.exe)

“Sou artista plástica e independente, de ascendência norte-coreana, deficiente auditiva e bissexual. No meu trabalho, trago questões envolvendo minha identidade, feminismo e influências da cultura de massas japonesa; além de elementos fundindo a Coreia do Norte, o kitsch e o ciborgue pós-industrial. No Instagram, faço postagens de arte em diversas linguagens que trabalho, como ilustração digital, quadrinhos, colagem, assemblage e escultura. Também mesclo este conteúdo com coisas pessoais, porque acho que acaba por humanizar a imagem do artista, seja com referências, relatos pessoais familiares até coisas do cotidiano” Contou a artista para a Asiáticos pela Diversidade.

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"ROCKET MAN" Desenho digital, 2018.

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Kiyomi Hayashi (@kiyomi.gif)

“Sou brasileira, mas fui criada pelos meus avós japoneses e isso tem até hoje muita influência em minhas obras. Gosto muito das pinturas de Katsushika Oi, Yuko Shimizu, obras de Banana Yoshimoto, Junji Ito e atualmente estou muito envolvida com o feminismo asiático, o que tem ajudado muito na minha evolução individual” contou a maquiadora para a Revista Elle. Com fortes referências dos mangás e de artistas asiáticos, Kiyomi se formou em desenho industrial pela Universidade Belas Artes em 2009. Em 2014, se inscreveu em um curso de maquiagem e depois de um mês, tornou-se assistente de Gui Casagrande. E já trabalhou com a fotógrafa Debby Gram, a Casa Juici e o Estúdio Xingu.

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Beauty by @valesaig

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Role de Baik (@roledebaik)

Paty Baik é uma artista brasileira queer de ascendência coreana que participou da exposição “Textão” com a sua obra “Onde – Por Enquanto”, e falou um pouco do seu processo criativo e das questões envolvendo a arte no universo LGBT nessa entrevista para a Asiáticos pela Diversidade.

Takashi Matsuda (@takkimatsuda)

“Takashi Matsuda, designer visual, gay, ascendência japonesa, baseado em Curitiba. Em meus trabalhos busco articular questões sócio políticas e culturais a cerca de diferentes assuntos, relacionando a minhas vivências por meio da materialidade visual de minhas obras” disse o artista para a Asiáticos pela Diversidade.

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atratividade_amarela_00

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Tami Tahira (@tamitahira)

“Guarulhense de ascendência mista uchinanchu e japonesa e naturalidade brasileira, procuro explorar no trabalho com ilustração e arte gráfica as poéticas dessa identidade latino-asiática, com uma dose não muito saudável de ironia e humor. Bissexual viadíssima, ultimamente tenho buscado colocar as questões de afetividade fora da esfera heteronormativa no meu trampo. Curso com muita insegurança sobre um futuro profissional estável a famigerada graduação em artes visuais, participo de feiras gráficas de vez em quando e sempre levo comigo adesivos e pequenos prints nos rolês pra vender pros amigos e sustentar minha bebedeira” contou a artista para a Asiáticos pela Diversidade.

Tirinhas da Kiss (@tirinhasdakiss)

“Tirinhas da Kiss é uma página de pequenas histórias com temática LGBT e também sobre o veganismo e a causa animal. A personagem Kiss foi criada em 2005 e as tirinhas eram publicadas no site Dykerama, voltado às lésbicas. Sou descendente de okinawanos e sou lésbica” contou Silvia para a Asiáticos pela diversidade.

Yuji Hayashi (@rainbowarriorrr)

“Me chamo Yuji Hayashi e tenho 25 anos. Minha ascendência é japonesa por parte de mãe. Quando era mais novo era uma bixa afeminada e asiática. Para me encaixar tentava anular essas características em mim. Só me permitia ser isso no privado. Hoje tento me conectar cada vez mais com essa parte das minhas raízes que estão extremamente conectadas. Estudo design gráfico na UFRJ e faço parte da @fudidosilk, coletivo lgbt de srigrafia. Em que passamos a mensagem de resistir pra existir com nossa arte” contou o artista para a Asiáticos pela Diversidade.

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Yumi Beauty Artist (@yumissmakeup)

“Meu nome é Beatriz Yumi Mataiyoshi, tenho 20 anos sou maquiadora, comecei a paixão pela arte da maquiagem através da minha vó, ela tinha um salão de beleza em casa quando morava com ela, sempre me inspirou a criar muitas idéias mirabolantes quando se tratava de moda e beleza, desde pequena tinha esse sonho de seguir a carreira na área artística, logo se tornou realidade quando comecei meu curso de Maquiagem Profissional na Anhembi Morumbi, foi aonde avancei na técnica e criatividade todo meu conceito de beleza e arte, criei meu próprio estilo e o desenvolvi na maquiagem artística. Sou mulher cisgênero, panssexual e sou da terceira geração descendente de uma família japonesa” contou a artista para a Asiáticos pela Diversidade.

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