Depois de quebra de dados, político de Cingapura se manifesta em apoio às pessoas que vivem com HIV

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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O porta voz do parlamento de Cingapura, Tan Chuan-Jin, expressou seu apoio às pessoas vivendo com o HIV em uma postagem do facebook.

Pessoas vivendo com HIV de Cingapura ficaram traumatizadas depois que o ministro da saúde revelou que os dados pessoais deles foram vazados na internet.

Estigma e discriminação contra pessoas vivendo com HIV ainda estão alastrados em Cingapura.

Muitos mantém os seus status em segredo.

O político afirmou que as pessoas vivendo com HIV estavam com medo e traumatizadas por causa de como seria a reação pública. “Nossa reação”, ele lembrou aos leitores.

Ele ainda pediu para os cingaporeanos empatia e que não participassem do ódio.

“Protestem” ele disse. “Isso que aconteceu não é aceitável”.

Ele também lembrou ao público que o HIV é menos contagioso que o resfriado comum. “Vamos ficar calmos e apoiar os nossos companheiros cingaporeanos”, ele escreveu.

Tan é o décimo porta voz do parlamento de Cingapura e um membro do atual partido governante, Partido de Ação do Povo. Antes de ingressar na política em 2011 ele era um membro do exército de Cingapura.

Quebra dos Dados

O Ministério da Saúde de Cingapura começou a contatar pessoas vivendo com o HIV. O ministério estava avisando que uma pessoa havia vazado os seus dados médicos na internet.

Um estados-unidense que foi deportado de Cingapura tinha em posse as informações pessoais de 14.200 pessoas que vivem com HIV.

Ele publicou os detalhes na internet e as autoridades de Cingapura foram alertadas e já removeram as informações publicadas.

As informações vazadas incluíam nomes, número de identificação, telefone, endereço, resultados do teste de HIV e informações médicas.

Uma grande parte da transmissão de HIV é entre homens que fazem sexo com homens. Na Cingapura, relações sexuais entre dois homens é criminalizada e pode receber a sentença de dois anos de prisão sob o código penal que tem raízes na era colonial.

Além disso, a maioria da população apoia essa lei antiquada.

Tan também afirmou que “se você é contra ou a favor da comunidade LGBT isso é irrelevante. Heterossexuais podem contrair o vírus também. Então não piorem a situação mais do que está”.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Amid data breach, Singapore politician speaks out for people living with HIV

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