Homem preso em Dheli depois de atirar em mulher trans

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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Polícia indiana prendeu um homem e está em busca de outro depois que uma mulher trans foi ferida a tiros na capital indiana, Delhi.

Os dois homens ofereceram uma carona para a jovem de 21 anos, de acordo com o Hindustani Times.

Eles então atiraram no estômago dela e a empurraram do carro em movimento depois que ela recusou ter relações sexuais com eles.

A mulher passou por uma cirurgia e irá sobreviver, contou o representante da polícia de Sudeste de Delhi, Chinmoy Biswal.

Um transeunte levou ela para o hospital AIIMS que internou ela para o tratamento da ferida do tiro no estômago.

“Nós registramos o caso como tentativa de assassinato”, afirmou Biswal.

A polícia prendeu um dos suspeitos, um taxistas de 24 anos chamado Sagar Kumar, também conhecido como Lampak.

O suspeito resistiu a prisão e atirou nos policiais de acordo com o Times of India.

A polícia ainda está em busca do seu cúmplice, Chandra Kant.

Indianas Trans em risco

Apesar da vitória que a comunidade LGBT teve na Índia, pessoas trans ainda continuam vulneráveis.

No dia 6 de setembro de 2018, a Suprema Corte da Índia decretou que a lei que criminaliza o sexo entre duas pessoas do mesmo gênero era inconstitucional. E apagou elementos da era colonial da seção 377 do Código Penal. E assim, muitos da comunidade LGBT comemoraram.

Apesar disso, a população trans da Índia afirma que a violência contra elas ainda continua.

Mulheres trans de Delhi acuram a polícia de espancamento e estupro.

Apesar da decisão de 2014 da Suprema Corte reconhecendo a comunidade trans e as hijra como um terceiro gênero, a comunidade ainda permanece marginalizada.

A Câmara Alta do Parlamento indiano está debatendo um projeto de lei sobre direitos para pessoas trans. Porém a comunidade indiana trans e seus aliados estão se manifestando contra a lei.

Os manifestantes querem que o comitê parlamentar revise o projeto. Pessoas indianas trans afirmam que a lei desrespeita os seus direitos ao invés de protegê-las.

A lei nega o direito de auto-identificação. Oficiais e médicos iriam “inspecionar” pessoas trans antes delas poderem oficialmente mudar o seu gênero, de acordo com o projeto de lei.

O novo projeto também criminalizaria as esmolas. Muitas pessoas trans indianas dependem de esmolas para manter o seu estilo de vida.

A discriminação impede que elas consigam ter acesso à educação e ao trabalho. O novo projeto de lei também não oferece nenhuma provisão para encorajar a intregação, argumenta a comunidade trans.

Ele também não oferece nenhuma proteção especial para mulheres trans. Atualmente, acusações de perseguição, assédio sexual e estupro são somente aplicadas para mulheres cis.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Man arrested in Delhi accused of shooting trans woman in stomach

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Índia: Descolonizando o legado homofóbico do império britânico

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