Governo da Indonésia se pronuncia em apoio à grupo de apoio à pessoas que vivem com HIV

Tradução do texto de Rik Glauert originalmente postado no Gay Star News.

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Oficiais do governo da Indonésia se manifestaram em defesa de um grupo de apoio à pessoa que vive com HIV/AIDS que foi fechado durante as diversas repressões anti-LGBT que tem acontecido no país.

Um grupo de vigilantes islamitas, apoiados pela polícia local e militares, invadiram a Organização de Mudança Social da Indonésia (OPSI) em Pekanbaru, Sumatra.

Eles alegaram que moradores denunciaram “atividades suspeitas”.

Mas, a Agência da União Nacional e Política anunciou que a OPSI estava operando totalmente de acordo com a lei, de acordo com o jornal Coconuts. Eles não encontraram nenhuma “atividade LGBT”, afirmam.

Ativistas e profissionais da área médica da Indonésia alertam que a paranoia anti-LGBT está atrapalhando os esforços de diminuir a epidemia de HIV no país entre homens que fazem sexo com homens (HSH). Cerca de 25% dos HSH da indonésia são soropositivos para o HIV.

A OPSI é uma rede nacional trabalhando com o governo e outras organizações para a prevenção do HIV e outras IST, de acordo com o seu website.

Gerente da OPSI Ruli Ramadhani contou para o The Merdeka que o escritório tinha todas as permissões legais requeridas pelo governo local para realizar suas atividades.

Repressões LGBT

As opressões contra a população LGBT tem se intensificado com a aproximação das eleições em Abril.

A homossexualidade e a transsexualidade não é criminalizada em boa parte da Indonésia. Porém, o crescente fundamentalismo islâmico tem levado a diversas opressões contra a comunidade.

Desde 2016, autoridades tem usado de leis contra a blasfêmia, pornografia e incomodo público para prender pessoas LGBT.

E ainda, administrações locais tem também introduzido sua própria legislação para atingir essa população.

O membro concelheiro da cidade de Pekanbaru, Mulyadi Anwar usou a invasão ao centro como parte da sua campanha de eleição. Ele disse que oficiais proibiram a organização de reunir homossexuais e trabalhadoras do sexo trans.

“Atividade suspeita” e camisinhas

O grupo de vigilantes da Frente Defensora Islâmica (FPI) liderou a invasão. Militares, policiais e moradores locais se uniram a eles.

Cobertura da mídia local mostra oficiais removendo a placa da organização.

Um morador disse ao The Republika ter visto homens vestindo saias curtas saindo do prédio.

Cenas da invasão mostram oficiais da FPI apresentando camisinhas como evidência. Eles também compartilharam imagens de um quarto rosa com cortinas da Hello Kity.

O gerente da ONG reforçou que a organização oferecia informações sobre prevenção do HIV e IST, e não estava forçando uma agenda LGBT.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Indonesia govt steps in to protect HIV support group

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Taxas de HIV entre homens gays na Indonésia aumenta cinco vezes

Se você acha que ser LGBT é algo ocidental, esse texto irá trazer algumas novidades para você

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