Ativistas LGBT da Mongólia lutam por direitos e reconhecimento

Tradução do texto de Zigor Aldama originalmente postado no Post Magazine.

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Anaraa Nyamdorj nasceu três vezes. A primeira vez foi há 40 anos atrás, na capital da Mongólia, Ulan Bator, quando “eu nasci em um corpo feminino”. Nyamdorj disse que uma vez que ele chegou aos 10 anos de idade, ele caiu em depressão profunda que o levou a realizar tentativas de suicídio.

“Até então, eu não tinha realmente uma ideia de qual sexo eu pertencia. Eu sempre fui uma menina masculina, mas isso não me fazia questionar o meu gênero. Mas aí meu corpo começou a mudar e eu não conseguia suportar isso”.

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Ativista trans AnaraaNyamdorj (Esquerda) fundou o centro LGBT na capital mongol, Ulan Bator (Foto: Miguel Candela)

Nyamdorj engoliu tranquilizantes e teve a sorte de ter perdido somente 20 horas da sua vida.

“O que hoje eu questiono sobre esse episódio é que ninguém me perguntou porque eu tentei me matar. Nem os médicos, nem mesmo meus pais. Era a época soviética, então eu não tinha nenhuma informação sobre o que estava acontecendo comigo. Eu não tinha palavras para descrever os meus sentimentos e eu não sabia que existia mais pessoas como eu”,  se lembra Nyamdorj, explicando que nos seus anos de adolescência, ele começou a se apaixonar por outras meninas. “Os meninos eram meus amigos. Eu batia e brincava com eles, mas eu não sentia nenhuma atração por eles”.

Nyamdorj escondeu esses sentimentos até completar 19 anos, quando ele tomou coragem para contar para a sua irmã mais velha. “Por definição, como eu era uma mulher atraída por outra mulher, eu me tornei lésbica”, ele conta. “Para a minha surpresa, minha irmã não tentou me entender. Pelo contrário, ela parou de conversar comigo, e até hoje eu não existo para ela”.

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Anaraa, nas vizinhanças onde ele costumava brincar quando criança, em Ulan Bator (Foto: Miguel Candela)

Tendo se mudado para a Índia para estudar direito, Nyamdorj começou a frequentar grupos gays, mas ainda se sentia incompreendida (“Eu não me encaixava no molde de lésbica”). Então, em 2014, ele conheceu um homem trans. “Eu havia me mudado para o Japão e, quando eu conversei com ele, eu descobri o que eu era”, diz Nyamdorj. “Finalmente eu podia explicar o que eu sentia”.

Em 2005, Nyamdorj se casou com outra mulher mongol – no Canada, um dos poucos países onde o casamento igualitário era permitido na época. “Mas a minha masculinidade estava crescendo cada vez mais e mais”, ele conta, e ele decidiu fazer a operação de transição. “Minha esposa não aceitava isso, mas eu tinha escolhido o amor sob as minhas necessidades por sete anos e eu não podia mais viver assim. Isso era uma necessidade primária”.

“Em 2009, um amigo querido morreu em um acidente de carro. Eu percebi que a vida era muito curta e eu precisava fazer isso”.

Levou mais dois anos para que Nyamdorj encontrasse o seu caminho, mas depois de terapia hormonal e uma cirurgia na Tailândia, ele nasceu novamente – dessa vez em um corpo masculino. Pelo menos ele podia se olhar no espelho com mais confiança – seu gênero e sua aparência física estavam agora combinando.

“Foi incrivelmente empoderador”, ele explica, “porque mesmo antes da cirurgia, você finalmente se encontrava em paz consigo mesmo”.

Mas existe uma reviravolta final. “Nem um ano depois da minha transição, eu comecei a desenvolver sentimentos por um homem”, diz Nyamdorj. “Eu não conseguia entender isso. Aqui estava um homem trans que repentinamente começou a sentir atração por outro homem pela primeira vez na sua vida”.

Confuso, ele escondeu isso dos amigos e parentes – novamente. “Eu questionava o que tinha de errado comigo. Mas, finalmente eu entendi que eu não podia escolher o que eu sentia. Eu tentei racionalizar tudo, mas não existe como fazer isso com as próprias emoções”.

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Bottoms decoram as paredes do Centro LGBT em Ulan Bator (Foto: Zigor Aldama)

Então o verdadeiro Nyamdorj, que se descreve como um homem trans queer, nasceu. E como um ilustre ativista LGBTI na terra de Genghis Khan, uma nação onde fortes estigmas são postos sobre aqueles que não se encaixam nas aparentes normas sexuais, sua história inspirou centenas de outras pessoas.

“Muitos tem medo de se assumir, e tanto abusos verbais e físicos são comuns”, conta Nyamdorj. “Pessoas nos veem como esquisitos e tem muitos preconceitos”.

Mas nem sempre foi assim na Mongólia.

“Antes da revolução comunista da Mongólia de 1921, as comunidades mongóis eram compostas por somente algumas famílias morando juntas e criando um microcosmo onde você aceitava um ao outro onde quer que você estivesse, porque você precisava sobreviver as durezas da vida nômade”, ele conta. “Pessoas queer eram parte disso, e muitos eram na realidade xamãs, que tradicionalmente tinham diversos gêneros”.

Mas a revolução trouxe urbanização. Repentinamente, esses microcosmos foram destruídos e as pessoas tiveram que viver e se comunicar com muitos outros.

“Isso criou a ideia de alteridade”, conta Nyamdorj. “Regras e leis foram impostas sobre todos. Com praticamente nenhum tempo para se adaptarem, nós tivemos pessoas morando e espaços pequenos. Todos faziam parte de um novo macrocosmo. Então a tradição de aceitação foi quebrada”.

Eventualmente, a homossexualidade foi criminalizada até o ano de 1986, quando ela começou a ser considerada um distúrbio mental. Foi somente em 2001 que oficialmente parou-se de tratá-la como um comportamento patológico.

“No começo dos anos 90, quando nos tornamos democratas, existia uma emergência para todos os tipos de movimentos de direitos humanos, como os direitos das mulheres e o direito dos trabalhadores, ativistas da justiça criminal e assim por diante”, conta Nyamdorj. “Mas nunca direitos LGBTI. E diferente da União Soviética, nós tivemos que esperar até o ano de 1999 para termos a primeira organização que lutasse pelos direitos LGBTI”.

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Zorig Alimaa, dono do bar DD, o único bar LGBTI de Ulan Bator. (Foto: Zigor Aldama)

A primeira organização de homens gays da Mongólia foi estabelecida pouco antes da virada do século. Ela trabalhava primordialmente sobre direitos humanos e questões de saúde pública, mas a maioria de seus membros fundadores tiveram que fugir para outros países quando os seus familiares descobriram sobre a sexualidade deles. Um foi brutalmente espancado pelo seu irmão mais velho.

Em 2003, o Centro de Saúde para Jovens, a primeira organização HSH (“Homens que fazem sexo com homens”), foi fundada, com um foco especial para o HIV e AIDS. Ela ainda existe. A primeira organização lésbica surgiu no ano seguinte, fundada por Nyamdorj, que depois criou o centro LGBT, em 2007.

“Nós temos que nos unir e trabalharmos através da perspectiva dos direitos humanos do que somente pela lente da saúde”, ele conta. O centro LGBT é hoje a única organização não-governamental da Mongólia trabalhando pelos direitos de pessoas LGBTI.

“O período de criminalização e patologização [quando a homossexualidade era tratada como uma anomalia psicológica] foi curto e recente comparado com o longo tempo onde existia aceitação e tolerância aos homossexuais no país”, diz Nyamdorj. “Mas isso tem um profundo efeito em como a sociedade nos vê”.

De acordo com o relatório “Ser LGBT na Mongólia”, publicado pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) em 2014, a discriminação persiste em todas as partes da sociedade, sendo o espaço de trabalho um dos mais hostis. “Desafios incluem dificuldades para encontrar trabalho se você é aberto sobre a sua orientação sexual, stress sobre a possibilidade de outros descobrirem a sua sexualidade, demissões, e falta de compensação se alguém sofre discriminação no lugar de trabalho”, aponta o relatório. “Mais de 80% das pessoas LGBT entrevistadas escondiam a sua orientação sexual aos colegas de trabalho. É difícil para mulheres trans encontrarem emprego, o que pode levar elas à prostituição, que é ilegal na Mongólia. Muitos são vítimas de violência e chantagens, e são vulneráveis à pobreza”.

A UNDP também registrou discriminação no sistema educacional e de saúde, e percebeu que “a mídia da Mongólia predominantemente retrata pessoas LGBT de maneiras negativas”.

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Jack Ganbaatar. (Foto: Miguel Candela)

Tudo isso teve um impacto no ambiente familiar: De acordo com o relatório, 87% das pessoas LGBT escondem a sua orientação sexual ou identidade de gênero de parentes próximos (Entre as dúzias de pessoas que compartilharam as suas histórias para esse artigo, somente três assumiram a sua orientação sexual para membros da família).

“Sair do armário é um momento muito importante – ficará na sua memória para sempre”, diz Jack Ganbaatar, um estudante de medicina de 24 anos que mora em Ulan Bator e que recentemente se assumiu para os pais. “É crucial dizer quem você é, mas isso também requer muita coragem. Eu decidi fazer isso, mas quando chegou a hora eu não consegui falar nenhuma palavra”.

De algum modo, porém, Ganbaatar coltou para o seu paim, que é um xamã. “Quando ele estava em transe, eu contei para aquele espírito que eu sou gay. E ele respondeu que ele ajudaria aos meus pais a entenderem isso”. Seu pai, como acredita de todo o coração, disse que não se lembra de nada do que lhe foi dito durante o transe.

“Eu nunca achei que a minha sexualidade foi um problema e, desde que eu era 14 anos mais ou menos, eu sabia que eu tinha atração por homens”, diz Ganbaatar. “Mas a sociedade tem dificuldade em aceitar esse fato, então eu era motivo de chacota durante os meus anos de ensino médio”.

Alguns sofreram coisas piores. O relatório da UNDP conta como, em 2009, três mulheres trans foram sequestradas e levadas até um cemitério, onde elas foram espancadas e estupradas.

“Nós vivemos com medo”, diz Timothee T, que descobriu a sua atração por outros homens seis anos atrás, com 13 anos. “Eu percebi que ficava excitado vendo fotos de homens, não de mulheres. Então eu percebi o porque, ainda criança, eu me apaixonei pelo príncipe da Pequena Sereia e não pela menina, eu tentava me relacionar com mulheres. Isso não funcionou”.

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A bissexual Alungoo Byambasuren (direita) com o seu namorado em sua casa em Ulan Bator. (Foto: Zigor Aldama)

Na escola, Timothee sofria bullying. Uma vez, a professor chamou o pai dele para uma reunião porque ela suspeitava que o menino era homossexual. “Meu pai […] ameaçou cortar o meu pênis se ele descobrisse que isso era verdade”, disse Timothee. “Eu negava porque temia pela minha vida”.

Hoje, o jovem tenta o máximo parecer hétero. Ele pode ser quem realmente é em apenas dois lugares: nos desenhos que ele faz sobre a sua vida e no DD, o único bar LGBT de Ulan Bator.

Do lado de fora, DD não demonstra que tipo de lugar é. Não existe nenhum sinal e suas janelas estão sempre cobertas com uma grossa cortina. Mas do lado de dentro, a música toca e a iluminação cria uma atmosfera íntima aonde cerveja e liberdade jorram, beijos são abundantes e somente o preconceito não é bem vindo. “Aqui, ninguém precisa esconder nada”, declara o proprietário Zorig Alimaa.

Criar um espaço para a comunidade LGBTI não é algo fácil. “Houveram outras tentativas mas todas falharam”, disse Alimaa. “Mesmo sabendo que não seria fácil, depois de passar 15 anos no Japão, onde a comunidade gay é muito mais aberta, eu decidi tentar”.

DD abriu suas portas em 2012, mas problemas financeiros forçaram a sua relocação em 2015. Os negócios não eram ruins mas Alimaa ainda precisa manter um emprego na Companhia Ferroviária da Mongólia para conseguir dinheiro.

Alungoo Byambasuren é uma das clientes mais leais do DD. O bar, ela conta, abriu os olhos dela, e hoje ela fala abertamente sobre a sua bissexualidade.

“Quando eu tinha cinco anos, eu comecei a tentar fazer xixi como um homem. Falhei miseravelmente a primeira vez”, ela conta, adicionando que depois ela começou a se atrair por outras meninas. “Eu estava confusa até que eu pesquisei no Google e descobri que parte de mim é masculina e parte de mim é feminina. Eu queria ter um pênis, mas hoje eu me aceito como sou e vivo a vida ao máximo”.

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Alimaa conversa com uma mulher trans em uma festa particular LGBT em Ulan Bator. (Foto: Zigor Aldama)

Bayarmaa Erdene, 41 anos, é outra cliente do DD e se lembra como ela sofria como lésbica durante a era comunista.

“Eu sempre senti que eu era diferente quando criança e mesmo minha família me tratava como um menino, mas foi no ensino médio que eu entendi minha atração por mulheres”, ela conta. “Eu tinha lido um artigo sobre homens gays que foram assassinados por causa da sua orientação sexual e eu sabia que não ia ser fácil para mim. Mas eu me aceitei do jeito que eu sou”.

Muitos aceitam que mulheres sejam lésbicas, mas nunca que homens sejam gays.

Alungo Byambasuren

“Quando eu era jovem, ter cabelos bem curtos e vestir roupas masculinas chocavam as pessoas que tinham uma ideia muito tradicional do que deveria ser a feminilidade, mas quando mulheres estão em seus quarentas, elas começam a abraçar esse tipo de estilo, e ninguém presta atenção”.

Essa situação é diferente, porém, para homens gays.

“Existe essa percepção de uma masculinidade forte na Mongolia que age contra eles”, explica Byambasuren. “Muitos aceitam que uma mulher seja lésbica, mas nunca que um homem seja gay”.

Erdene está em um relacionamento há mais de cinco anos e sonha em se casar. “Eu sinto que o exemplo de Taiwan, que logo será seguido pela Coréia do Sul em reconhecer o casamento homoafetivo, irá trazer mudanças excepcionais para pessoas LGBT em toda a Ásia”.

Todavia, Erdene terá que esperar por muito mais tempo.

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Um cliente do DD mantém seu anonimato (Foto: Zigor Aldama)

“A mentalidade e atitude das pessoas a respeito de nós está mudando, mas muito lentamente”, conta Nyamdorj. “Muitas coisas ruins ainda acontecem, especialmente para jovens que saem do armário”.

E ainda por cima, eles tem que enfrentar um novo inimigo inesperado: grupos fundamentalistas cristãos.

“Eles pregam para ‘amar o pecador mas odiar o pecado’ e clamam ter a habilidade de arrumar o nosso gênero”, diz Byambasuren. “Eles nos atacam em seus sites, até mesmo usando as nossas fotos das redes sociais e marcando-nos homossexuais. Eles são piores do que grupos mongóis neo-nazistas”.

E também existe o problema de mulheres trans caindo na prostituição.

“Elas fazem isso […] somente quando estão desesperadas”, diz Nyamdorj. “Elas são espancadas, e terrivelmente ameaçadas. Nós temos documentado casos onde até mesmo a polícia assedia elas somente por estarem de pé na rua conversando com amigos. É mais difícil para elas encontrar empregos, enquanto que para nós, homens trans, é mais fácil. Elas são alvos comuns de discriminação no trabalho, na moradia e até mesmo no sistema de saúde. Não importa o quão bonitas elas pareçam, quando elas abrem a boca, tudo muda”.

E por isso o Centro LGBT luta em três frentes, com um programa legal, um programa de saúde e um programa de juventude.

“Nós lutamos para a criação de emendas em leis existentes ou na criação de novas leis”, conta Nyamdorj. “Por exemplo, nós ainda não temos uma lei anti-discriminação que ofereça proteção para todos, independente das suas orientações sexuais”.

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Homens gays em uma festa particular em Ulan Bator. (Foto: Miguel Candela)

A ONG oferece aconselhamento legal e tem se envolvido litigiosamente para a criação de uma emenda legal através de uma revisão judicial. “Nós acreditamos que leis ruins devem ser desafiadas no tribunal”, diz Nyamdorj, explicando que, esse ano, o centro irá encaminhar o primeiro caso para a corte constitucional para que haja uma leitura sobre discriminação, para que sejam determinados os significados de sexo e gênero.

O programa de saúde do centro vai além da convencional prevenção do HIV e iniciativas de tratamento. “Nós trabalhamos para que pessoas LGBTI sejam tratadas com igualdade”, diz Nyamdorj. “Isso significa ter serviços de saúde reprodutiva disponíveis para lésbicas e mulheres bissexuais, parar com a intervenção cirúrgica de crianças intersexuais e providenciar serviços relacionados à transição para pessoas trans”.

O programa da juventude procura alcançar diversidade no sistema educacional e empoderar a juventude LGBTI. Nyamdorj se orgulha do que se tem conquistado até então. “Nós comemoramos a parada do orgulho desde 2013 – quando aconteceu uma grande revolta – que é importante para pessoas pararem de nos ver como esquisitos e interagirem conosco”, ele diz. “Nós também conseguimos que o código criminal incluísse o crime de discriminação, que agora inclui pessoas LGBTI. Agora nós queremos adicionar essa cláusula na pasta do direito trabalhista e também na constituição”.

Tudo isso apesar da crônica falta de financiamento. “Existe dinheiro somente para as chamadas organizações do legado, aquelas que existiam antes da democratização. Nós não somos uma prioridade para o governo, e o mundo não está interessado na Mongólia”, diz Nyamdorj.

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Animando os go-go dancers. (Foto: Miguel Candela)

Isso provavelmente acontece por causa de números. As estatísticas sobre qualquer coisa na Mongólia, um país com somente três milhões de habitantes, são pálidos se comparados com a China ou a Índia. E ninguém sabe quantas pessoas LGBTI vivem no país, porque nenhuma pesquisa foi realizada no país, onde um milhão de pastores vivem como nômades.

“A gente não pode dizer o que realmente está acontecendo aqui, mas nós temos amigos que se mudaram para Ulan Bator porque a situação em áreas rurais era ainda pior”, diz Nyamdorj. “A informação não chega até lá porque a divisão entra área urbana e rural é enorme”.

O aumento na tolerância em Ulan Bator pode ser vista em uma festa do bar DD em uma tarde fria de sábado. As festividades irão seguir por somente mais algumas horas e os participantes aproveitam o máximo de cada segundo. Go-go boys nus, mulheres trans improvisam uma passarela e luxúria se mistura com ondas de risadas na pista de dança.

Apesar da entrada ser permitida somente através de convite, é um paraíso seguro e prova de que o arco-íris ainda brilha nos céus perpetuamente azuis da Mongólia.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): LGBTI in Mongolia fighting for rights and recognition

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