Se você acha que ser LGBT é algo ocidental, esse texto irá trazer algumas novidades para você

Tradução do texto de Dorian Wilde originalmente postado no Queer Lapis.

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Da campanha #CampurLGBT surgiu essa série de tweets de Dorian Wilde, um homem trans, que apresenta um panorama da história queer da Malásia. Abaixo temos a tradução dos textos que foram publicadas no Tweeter. A maior parte dos textos se refere ao importante livro de Michael Peletz de 2009, “Gender Pluralism: Southeast Asia Since Early Modern Times” (“Pluralismo de gênero: Sudeste Asiático desde os tempos da era moderna”, ainda inédito no Brasil) e também o seu artigo de 2006, “Transgenderism and Gender Pluralism in Southeast Asia since Early Modern Times” (Transgenerismo e pluralismo de gênero no sudeste asiático desde o início dos tempos modernos”) publicado na revista Current Anthropology. Leia abaixo e veja como que pessoas queer formam parte da longa e colorida história da região e que contribuiu para a diversidade asiática.

Outra coisa que eu tenho escutado sobre o #CampurLGBT é a exortação de que as identidades queer são uma invenção do Ocidente, e que não faz parte dos nossos “valores asiáticos”. Querido, esse texto irá trazer algumas notícias para você…

Qualquer pessoa que diz que as identidades queer não fazem parte da nossa história, não sabe muito sobre a história de malaia além da ensinada na escola. Um problema da Malásia é que os nossos líderes políticos não nenhum problema em distorcer ou obscurecer partes da história que não beneficia a agenda deles.

Você já ouviu falar que na Constituição do Povo & Hartal de 1947, onde existia um esforço de independência da Malásia dez anos antes que a UMNO levantasse essa pauta? Você já ouviu falar do movimento trabalhista malaio? A história queer da Malásia foi obscurecida da mesma forma.

(OBS: Curioso sobre a Constituição Popular & Hartal de 1947? Assista ao documentário de @kuasasiswa intitulado “Sepuluh Tahun Sebelum Merdeka” e pense o que a Malásia poderia ter sido se os esforços deles tivesse sido bem sucedido)

Antes dos colonizadores chegarem, nós tínhamos uma visão bem relaxada sobre o sexo. Ninguém esperava que fossemos virgens, mulheres malaias apreciavam ter sexo com homens que carregavam sinos em seus pênis, e a bissexualidade era ideal. Perceba que o Islã já era amplamente praticado nessa época.

“Esse foi um período da história do sudeste asiático que foi caracterizado por uma relação relativamente igualitária entre homens e mulheres, existindo bastante autonomia feminina e controle social assim como uma considerável fluidez e permeabilidade dos papéis de gênero, e apresentando uma relativa tolerância e indulgência a respeito de tudo o que é erótico e sexual, pelo menos para a maioria do povo (B. Andaya 1994, 2000). Exploradores portugueses do século XVI relataram que os malaios eram “apaixonados pela música e entregues ao amor”, e os termos usados eram de que “sexo pré-matrimonial eram considerados indulgentemente, e a virgindade no casamento não era esperado por nenhuma das partes” (Reid 1988, 153). Outros exploradores europeus enfatizaram padrões similares ao escreverem sobre javaneses, filipinos, tailandeses e birmanenses”.

(Peletz, M. (2006). Transgenderism and Gender Pluralism in Southeast Asia since Early Modern Times. Current Anthropology, 47(2), p 312)

“Apesar de todas os vazios no nosso conhecimento, é importante ter em mente que sobre o mundo amplamente definido como Malaio-indonésio – que inclui a península malaia, Java, Bornéu, Celebes, outras partes da Indonesia, e as Filipinas – os principais estudiosos da área, tais como Barbara Andaya (1994, 105), fala de um “respeito a bissexualidade” e caracteriza as evidencias para tal padrão como “particularmente pronunciadas”. (Isso não é para sugerir, porém, uma característica sexual baseada na filosofia de “qualquer coisa é permitida”: várias sanções algumas vezes chegavam a incluir pena de morte para aqueles que violarem certas proibições como  incesto, exogamia, e adultério, e especialistas em rituais masculinos que quebravam o seu voto de celibato ou se casassem com uma mulher proibída a eles, deveriam ser queimados vivos ou executados de outra forma).

(Peletz, M. (2006). Transgenderism and Gender Pluralism in Southeast Asia since Early Modern Times. Current Anthropology, 47(2))

 

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Infográgico sobre orientações sexuais e identidades de gênero pela história ao redor do mundo

Identidades queer sempre foram comuns ao redor do mundo desde tempos antigos, e isso também é uma verdade do sudeste asiático. Esse mapa mostra alguns exemplos de identidades queer ao redor do mundo, incluindo os Bugis da Indonésia. @NajibRazak não é de ascendência Bugi? Também percebam a Arábia Saudita.

No Borneo, os Ngaju Dayaks tem uma deidade andrógena ou trans onde a forma superior é masculina com forma de um pássaro calau e a parte inferior é feminina com forma de uma cobra d’água conectado à um arco-íris, e adorada por balian humanas (mulheres sagradas) e basir (pessoas trans sagradas). E também pessoas trans manang bali entre os Ibans.

“Dentro do panteão de suas deidades, os Ngaju Dayak de Borneo adoram Mahatala-Jata, uma deidade andrógena ou trans. A parte masculina desse Deus é Mahatala, que governa o mundo superior, e é representado como um calau morando sobre as nuvens no topo das montanhas; a parte feminina é Jata, que governa o mundo inferior debaixo do mar na forma de uma serpente d’água. Essas duas manifestações são conectadas por uma ponte encrustada de jóias que é vista no mundo físico como um arco-íris. Mahatala-Jata são adoradas por “balian”, mulheres sagradas, e “basir” shamans trans metaforicamente descritas como “cobras d’água que são ao mesmo tempo calaus”. Shamans trans parecidas, as “manang bali”, são encontradas entre o povo Iban Dayak. Manang bali se vestem e agem como mulheres e tem relacionamentos homoeróticos. Isso as torna alvo do ridículo e de respeito como intermediários divinos. Meninos que irão se tornar manag bali primeiro tem que sonhar em se tornar uma mulher e também sonhar no convite da deidade Menjaya Raja Manang ou ela deusa Ini. Menjaya Raja Manang começou a sua existência como um deus homem, até que a a esposa do seu irmão ficou doente. Isso fez com que Menjara se tornasse o primeiro curador dos mundos, permitindo que ele curasse a sua cunhada, mas esse tratamento também resultou na mudança de Menjara em uma mulher ou um ser andrógeno”

(Peletz, M. (2006). Transgenderism and Gender Pluralism in Southeast Asia since Early Modern Times. Current Anthropology, 47)

Em Tanah Melayu nós temos sida-sidas, pawangs, performistas mak yong e mak adams que eram queer. Existia uma quantidade de registros de homossexualidade no Javanese Serat Centhiini, que fala sobre heterossexualidade da mesma maneira. Existe um conto queer no Panji Semirang.

“Duas outras comunidades de pessoas transgênero que existiram na península malaia que chegaram ao século XX garantindo uma breve menção, apesar de hoje estarem praticamente extintas. A primeira é composta de pawang, ou especialista xamânicos,  que consideramos como ter uma relação linear com os sida-sidas na tradição pré-islâmica, em particular por causa das características animalistas e hindo-budistas de seus rituais”. Pawang estavam conectadas a políticas estatais, locais e indígenas, acreditava-se que elas tinham ‘sangue brancos’ e detentoras de um poder espiritual simbolizado pelas suas vestimentas sagradas, assim como as bissu dos bugis, e foram descritas por oficiais britânicos do século XIX e XX (Ex. Maxwell 1907 [1982] 214 -22) como grupos definidos assim como os outros especialistas de rituais de Borneo mencionados anteriormente. Nos séculos XIX e XX, alguns pawang com corpos masculinos eram possuídos por espíritos ou deidades femininas, vestiam roupas femininas, usavam os cabelos longos como mulheres, e ocasionalmente se envolviam em rituais transgêneros (Winsted 1961:59). Da mesma forma, no final do século XIX algumas pawang de corpo feminino se envolviam em rituais transvestidos. Um caso relatado em 1895 pelo colono britânico e orientalista Frank Swettenham (que se tornaria comissário dos Estados Federativos Malaios) envolvia um pawang conhecido como Raja Ngah, ‘uma mulher de meia idade vestida de homem’ que foi chamada para conduzir um berhantu (exorcismo) para ‘aliviar as tormentas’ do debilitado sultão de Perak e restaurar a sua saúde. (Swettenham 1895 [1984]: 153 – 159)”

(Peletz, M. (2009). Gender Pluralism: Southeast Asia Since Early Modern Times. New York: Routledge, p.60-1)

“Algumas coisas que sabemos sobre gênero e sexualidade no sudeste asiático nos séculos anteriores vêm de manuscritos indígenas, que, quando propriamente contextualizados, providenciam percepções valiosas das práticas da corte e a sensibilidade dos indivíduos (veja, por exemplo, Cummings 2002, Loos 2005). Uma dessas fontes de Java (‘um dos clássicos mais enraizados da cultura’) é o Serat Centhini, um poema enciclopédico cuja a versão mais antiga do manuscrito ser de 1616 (Anderson 1990, 277, 278), que mostra , através dos diversos exemplos que ela oferece e o incondicionável vocabulário javanês técnico, que a homossexualidade masculina era, no mínimo, nada problemática, e arte do dia a dia da variada tradição cultural sexual javanesa. (Isso inclui, entre outros, descrições detalhadas de sodomia, felação, masturbação mútua, sexo com diversos parceiros e travestismo. O sexo heterossexual é descrito de maneiras exatamente análogas; o Centhini é bastante católico – ou talvez enciclopédico – na sua cobertura)”

(Peletz, M. (2006). Transgenderism and Gender Pluralism in Southeast Asia since Early Modern Times. Current Anthropology, 47(2), p 314)

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E ainda existia um ovo de avestruz adornado atribuído ao “Século XIX malaio” que foi exposto no então fechado Musee de L’erotisme em Paris que apresentava o sexo gay e hétero.

Eu imagino se a grande mente do Twitter pode rastrear o paradeiro dessa peça.

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Um ovo de avestruz decorado malaio do século XIX. Museu de Arte Erótica http://www.tiedyedfreaks.org/ace/paris/paris-e.html

Na realidade, foram os colonos que tinham problemas com as identidades queer de suas colônias. Eles viam a aceitação do queer como um sinal de barbarismo, especialmente os ingleses com a sua sensibilidade vitoriana. Então sim, homo-transfobia (e sua legislação) foram na realidade importadas do ocidente.

“Todos esses ‘abusos nefastos’ foram chocantes para a sensibilidade européia porque eles indicavam muito mais pluralismo – especificamente uma série de variações legítimas a respeito dos adornos e desenvolvimento dos corpos e a busca do prazer e do desejo – do que as doutrinas morais prevalecentes nas nações maternas as fez acreditar. Eles estavam em qualquer evento de ‘exemplos do que pode acontecer na ausência da fé cristã’, que, por definição, vinculadas por estar ‘sob a influência do demônio’ (Lach 1965, 554).

As boas notícias da esmagadora presença de europeus cristãos foi que no sudeste asiático continental foram ‘pouco infectadas pelo vírus do Islã’ (Lach 1965, 554). Um vírus que para os europeus pareciam ‘espalhar como pragas’ em ilhas do sudeste asiático e além, incluindo a própria Europa. A má notícia é que em muitas regiões do sudeste asiático insular que tinham abraçado o Islã, transgenericidade e práticas homossexuais pareciam ainda mais pronunciados do que no continente. Mesmo assim, não existiam consensos entre europeus se essas práticas aconteciam porque ou apesar do Islã. Por outro lado, observadores como Pires (1515 [1944], 23) afirmavam sobre os persas e muçulmanos em geral que ‘os mouros no geral são homens invejosos, e por causa da sua boa aparência a maioria deles são sodomitas… [mas] eles não consideram isso impróprio para as suas condições, e nem são punidos por isso, e ainda existem lugares públicos onde eles praticam isso por dinheiro'”

(Peletz, M. (2006). Transgenderism and Gender Pluralism in Southeast Asia since Early Modern Times. Current Anthropology, 47(2), p.315)

Mas pessoas queer e culturas são resistentes. Existiam mak yongs queers e sida-sidas na Malásia até o século XX, com mak adams queer sobrevivendo até hoje. Interessantemente, existiram diversos vilarejos estritamente queer em Kelantan até o final dos anos 60.

“No estado de Kelantan, considerado por malaios e outros como um baluarte da cultura ‘tradicional’ malaia e um epicentro do ‘conservadorismo islâmico’, o antropólogo Douglas Rayback descobriu que malaios ‘percebiam a homossexualidade como algo peculiar, diferente, e até mesmo de alguma forma engraçada, mas eles … não a percebiam como uma doença ou um pecado sério’ (1986, 65). Em alguns exemplos mais reveladores, existiam diversos ‘vilarejos homossexuais’ dentro ou próximo da capital, Kota Baru, sendo a mais conhecida próxima ao palácio do sultão. Essas comunidades eram compostas inteiramente de homens que mantinham relacionamentos homoafetivos e ganhavam a vida como artistas travestis de um gênero dramático conhecido como mak yong. Os intérpretes eram altamente respeitados pelas suas habilidades artísticas e profissionais, e podiam ganhar mais que outros vilarejos (heteronormativos) que formava a maioria do seu público. Esses ‘vilarejos específicos’ onde eles moravam não eram ghetos segregados onde transgressores de gênero conhecidos por se envolverem em relações homossexuais eram banidos, e não existem evidências de pessoas invadindo essas vizinhanças ou incomodando os seus moradores (Douglas Rayback, comunicação pessoal, 4 de agosto, 2000). O fato de que essas comunidades chamaram a atenção de antropólogos significa que elas também eram conhecidas por outros vilarejos, por todos os níveis de autoridades seculares e religiosas tanto regionais como estatais, incluindo o sultão de Kelantan (que era patrono real deles) , e por toda sociedade malaia”

 (Peletz, M. (2006). Transgenderism and Gender Pluralism in Southeast Asia since Early Modern Times. Current Anthropology, 47(2), p.320)

Infelizmente, o embranquecimento do nosso passado tem tido continuidade pela elite política malaia, especialmente com a ascensão da islamização nos anos 80. Isso significou o apagamento da história queer, como refletido na postagem de @AdamJenal.

“O apagamento da história LGBT do país, significa que eu não posso me conectar com meus ancestrais e cultura dentro dos termos dos épicos românticos.

Eu estava pensando em algo na linha de histórias como o Putri Gunung Ledang ou Mahsuri já que pensei em épicos e não contos”

@AdamJenal

 “Em anos recentes, junto com homens que fazem sexo com outros homens (muitos que se identificam como ‘gay’), mulheres que se relacionam com mulheres (‘tom boys’, ‘sapatões’, ‘peng kids’, etc.), transexuais (mak nyah), e diversos outros indivíduos transgêneros de outras raças e religiões, estão todos sob um cerco, onde jovens heterossexuais e mulheres são suspeitas de ‘laxismo moral’ (boh sia) (Tan 1999; Peletz 2002;  Stivens 2002). Isso se deve parcialmente para a crise político cultural criada pelo primeiro ministro Mahathir Mohamad ao demitir, aprisionar e punir o então primeiro ministro Anwar Ibrahim em setembro de 1998 sob duvidosas acusações de sodomia, suborno e corrupção. (Em uma grotesca caricatura de justiça, Anwar foi condenado por sodomia e corrupção e cumpriu seis anos de prisão). Mas também é devido a processos mais abrangentes que envolvem estratégias de estado desde inícios dos anos 80 que institucionalizaram o heterossexismo e a homofobia -e desde a década de 90, ‘valores asiáticos’ – como políticas nacionais. Esses últimos fazem parte de um expansivo projeto estatal concebido para higienizar e conciliar tanto definições locais com noções globais de masculinidade, feminidade, sexualidade e relações familiares, e substituindo a cultura e sociedade rural malaia por uma classe urbana malaia capitalista cujas inclinações culturais compitam de maneira bem sucedida (economicamente) não somente contra chineses e indianos locais, mas com outros asiáticos e ocidentais”

(Peletz, M. (2006). Transgenderism and Gender Pluralism in Southeast Asia since Early Modern Times. Current Anthropology, 47(2), p.322)

“No presente, representantes dos gêneros apresentados não existem mais, com exceção dos sida-sidas, especialistas matrimoniais transgêneros são as únicas comunidades ainda existentes de transgêneros ritualísticos na sociedade malaia. Isso reitera que diferente dos bugis e birmaneses (e em outras áreas da ásia como Java, Filipinas, Índia, China e Japão) a vasta maioria de malaios que estão envolvidos atualmente com práticas trans e/ou relações homossexuais sofrem com a ausência de referências que os conectem com o passado que, de alguma forma, ajudariam a legitimar e enquadrar as suas posições sociais e subjetividades. (Eu nunca conheci malaios gays – ou outros malaios gays – que mostravam qualquer familiaridade com a transgeneridade dos sida-sidas, por exemplo). Para os malaios de hoje, o passado é associado com o rural, o suburbano e com o feudal (e com os ‘rituais excessivos’ da minoria Tamil Hindu do país [Willford 2006]), muito disso conectado a junções na histórias da sociedade bugi e muitas outras. É realmente outro país, e isso não ajuda muito – na realidade ela esconde as causas – para que cheguemos a eles”.

  (Peletz, M. (2009). Gender Pluralism: Southeast Asia Since Early Modern Times. New York: Routledge, p.197)

Conforme crescemos, nós não podemos esquecer as nossas raízes. Nós precisamos de uma revisão objetiva da história da Malásia como um todo para que outros não consigam nos enganar sobre a nossa cultura e supostos valores de nossa própria agenda. Sinta o que o nosso passado realmente era sem a lavagem de ketuanan.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): If you think queerness is a western thing, this thread has news for you

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