Ativista trans Cecilia Chung descreve a vida nos anos 80 em São Francisco

Tradução do texto de Ken Miguel originalmente postado na ABC.

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Se você está acompanhando a série When We Rise, você já sabe que ela tem um elenco de personagens bastante diverso, todos eles baseados em pessoas reais que viveram na Área da Baía de São Francisco.

“Trans, desempregada, e soropositiva, e viciada em metanfetamina”. Dessa forma que a ativista trans Cecilia Chung descreve a sua vida em São Francisco na Área da Baía.

“Então eu era exatamente o que as pessoas imaginavam quando falam sobre vidas trans da região de Tenderloin”, diz ela.

A vida de Chung inspirou um dos personagens de When We Rise. A série conta a história de quatro ativistas e como as suas vidas eram interconectadas com a luta pela igualdade dos direitos para a comunidade LGBT.

“Não haviam pessoas que realmente nos apoiavam, pessoas que estavam presentes quando precisávamos, muitos de nós não teríamos conseguido sobreviver” diz Chung.

Na mini-série, Chung é violentamente atacada. “A agressão na realidade foi muito mais intensa do que a mostrada pela televisão”, diz Chung.

E essa não foi a única vez que Chung foi agredida. “Na realidade isso aconteceu comigo diversas vezes” disse ela.

Chung passou três anos desabrigada e morando nas ruas do perigoso distrito de Tenderloin de São Francisco.

Apesar do número de lésbicas e gays ultrapassar o número de pessoas trans de seis para um, pessoas trans são mais suscetíveis a serem alvo de violência e 50% mais suscetíveis de serem assassinadas.

Pesquisas mostram que adolescentes e jovens LGBT que não tem apoio dos pais são três vezes mais suscetíveis a pensar, tentar ou cometer suicídio do que  adolescentes e jovens héteros.

Chung disse que a aceitação da sua família salvou a sua vida. “Ter a minha mãe de volta na minha vida significou muito para mim”.

Chung hoje é uma importante ativista pelos direitos de pessoas trans. “Essa é uma luta que nós só podemos vencer se lutarmos juntos” ela diz.

Hoje, ela trabalha na Comissão de Direitos Humanos de São Francisco e trabalha como estrategista sênior no Centro de Legislação Trans de Oakland.

Chung continua a lutar pela igualdade para a comunidade LGBT. Para os jovens trans, ela diz para que eles sejam pacientes, a felicidade está mais próxima do que imaginam.

Ela diz: “Pode demorar mais do que você imagina, mas no final o amor irá trascender tudo”.

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Links relacionados:

Matéria original (Em inglês): Transgender activist Cecilia Chung describes Life in San Francisco in 80s

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