“Meninos” de aluguel em Tóquio: sexo, mentiras e vulnerabilidade de vidas jovens

Tradução da matéria de Rob Gilhooly originalmente postada na The Japan Times

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A primeira vista, First Dash é um bar comum de Tóquio. Clientes riem e bebem, a sua conversa animada competindo com a batida monótona de música techno saindo de caixas de som em algum lugar em cima da meia-luz alaranjada.

Quando um cliente entra, porém, uma fila de jovens homens que até então estavam reunidos no balcão do bar olhando para os seus celulares repentinamente se levantam e gritam uma saudação bem ensaiada: “Irasshaimase!”

O cliente – um corpulento homem careca de meia idade em um terno comum – se encaminha para uma mesa seguido por um jovem adolescente, que olhava de maneira agitada e furtiva para o chão.

“Ele está aqui para uma entrevista.. e kenshu” disse o gerente do bar Toshiyuki Matsuura, usando o termo japonês para “treinamento” que em um linguajar comum não causaria nenhum olhar de estranhamento.

Mas nessa ocasião, todavia, o cliente é o instrutor, e o “trainee” foi colocado em um rigoroso teste durante todo o dia para ver se ele poderá realizar o trabalho necessário, serviço que os outros membros – que nessa parte de Shinjuku Ni-chome são chamados de “meninos” – são bem proficientes.

Eles são conhecidos como urisen e o seu trabalho é “entreter” os clientes do First Dash, que são em sua maioria homens.

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Oferecendo urisen: Toshiyuki Matsuura é o gerente do First Dash em Shinjuku Nichome (Foto: Rob Gilhooly)

“Eu me vejo como um tipo de hedonista – eu faria qualquer coisa para me sentir bem” diz “Hiroshi”, um forte “menino” de 18 anos da província de Chiba que, com 1,87m de altura, é obrigado a se curvar levemente ao atravessar o bar lotado. “Os clientes que eu atendo geralmente tem entre 30 e 65 anos. Normalmente eles são masoquistas que querem, bem, você sabe, que eu os domine”.

Por mais de 35 anos, homens tem visitado o bar, um dos aproximadamente 400 estabelecimentos em Shinjuku Ni-chome – um dos centros gays do Japão – para adquirir os serviços de jovens como Hiroshi. Enquanto alguns somente querem um pouco de companhia durante o jantar, outros querem muito mais, fazendo coisas que em alguns casos beiram o abuso, ou até mesmo estupro.

“Existem regras do que eu tenho a obrigação de fazer” disse Hiroshi, que entrou nesse mercado por causa parcialmente do dinheiro, e parcialmente como maneira de entender a sua própria orientação sexual. “Mas eu desejo manter uma mente aberta. Eu não tenho problemas com gays e não entendo aqueles que tem. Minha irmã é lésbica, e também a minha tia… eu aceito praticamente qualquer um – exceto lolicon (adultos sexualmente atraídos por meninas). Eles me dão nojo”.

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Ian Thomas Ash, produtor executivo do documentário “Boys for sale” (Foto: Rob Gilhooly)

Os urisen são o centro de um filme entitulado Baibai Boizu (Boys for Sale), cuja produção foi conduzida por dois estrangeiros residentes no Japão. Desde o seu lançamento, o documentário, dirigido por Itako, foi apresentado em 25 festivais de cinema ao redor do mundo, incluindo o festival de Raindance em Londres e o Outfest em Los Angeles.

Muitos urisen entrevistados no filme, cujos momentos mais íntimos do trabalho são genialmente representadas por sequências de animações explícitas, não tem escolaridade, algumas vezes jovens em situação de rua que passaram por dificuldades financeiras, cheios de dívidas, que começam a trabalhar nesse serviço. Isso só mostra como alguns proprietários e gerentes mantêm algumas informações do trabalho em segredo e seus potenciais riscos de saúde.

“Eu acho que o filme fala muito da vulnerabilidade de jovens, particularmente quando eles estão economicamente vulnerável e como eles podem ser explorados”, diz Ian Thomas Ash, um cineasta de Nova York residente em Tóquio e produtor executivo do filme, que teve a sua premier no dia 26 de Novembro durante a Semana de AIDS de Tóquio.

“Mas nós não queríamos que os espectadores imaginassem que esses homens estavam sendo vitimizados. Com certeza, existe uma quantidade de informações não reveladas pelos proprietários, mas também existe uma grande despreocupação por parte dos urisen“.

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Uma placa do lado de fora de um bar gay em Shinjuku Ni-chome. (Foto: Rob Gilhooly)

Um estabelecimento legal com uma história

A indústria de urisen (meninos de aluguel) tem suas origens no crescimento econômico japonês dos anos 60 e 70, apesar de que suas raízes podem ser encontradas desde o período Edo (1603 – 1868), quando a bissexualidade era um lugar comum e michês podiam encontrar proteção até mesmo com xoguns.

E ela continua a existir até hoje graças a uma brecha na Lei Anti-Prostituição do Japão, que não menciona nada sobre a compra de sexo entre homens. De acordo com especialistas, o governo não tem nenhum plano em revisar isso, apesar de que ela passou por uma análise em 2015 quando o legislador Takaya Muto do Partido Democrático Liberal foi acusado de manter relações sexuais com um prostituto de 19 anos – um caso que nunca foi levado ao júri por falta de recursos legais.

Enquanto que a maioria dos clientes de urisen são na sua maioria homossexuais, os urisen são héteros, apesar de que mesmo aqueles que são gays são orientados a fingir que são héteros já que isso proporciona um excitante desafio para muitos clientes, afirma Shingo, 28, gerente do First Dash que até recentemente trabalhava como urisen.

“Nós temos 42 meninos aqui, entre 18 e 20 anos”, diz Shingo, mostrando em um iPad fotos e perfis de cada um deles. Nenhum deles sabe exatamente o que é preciso até que eles venham para a entrevista, e alguns ainda tem a impressão de que eles serão pagos para fazer sexo com mulheres, ele afirma.

“Normalmente você pode afirmar de cara quais serão aptos para fazer o trabalho requerido. Dinheiro fala mais alto algumas vezes, convencendo os mais relutantes”.

Alguns decidem que esse não é o trabalho ara eles e vão ara construtoras que pagam de ¥5.000 a ¥8.000 por dia. “Aqueles que aceitam o trabalho podem ganhar isso em uma hora”, ele adiciona.

Um ex-urisen que atende pelo nome de “Ko” afirma que esse é um exemplo de como gerentes continuam encontrando formas de enganar os iniciantes. Enquanto a renda mensal pode alcançar até ¥800.000, incluindo gorjetas, a situação não é sempre tão bonita para alguns na indústria hoje, diz ele.

“O lugar que eu trabalhava tinha cerca de 100 urisen, do qual 10, incluindo eu, eram gays, o resto era hétero”, diz Ko, que passou três anos como urisen e que a gorjeta dependia do que ele estava preparado para fazer.

“Independente da orientação sexual, porém, problemas financeiros assim como antecedentes criminais são razões comuns para que a pessoa entre nesse trabalho, apesar do salário não ser o que costumava ser e a rotatividade nos dias de hoje é bastante alta. É claro que em alguns casos que a aparência não é mais uma prioridade” ele diz, para empregadores. “Alguns dos urisen são honestamente feios e realmente fora dos padrões, mas a questão chave nesse negócio é: você dá conta do trabalho?”

Hiroshi do First Dash diz que a média salarial é de ¥10.000 por dia, que ele complementa com um trabalho diurno. Outro urisen, que atende pelo nome de Shota e trabalha como independente, diz que a renda mensal pode ser de até ¥150.000. “Depende do cliente – alguns são somente homens de negócio com um dinheiro extra para gastar, outros legisladores, doutores, até mesmo professores. Eu já até escutei de políticos e celebridades, japonesas e estrangeiras, que procuraram urisen por sexo. Para todos eles, nós somos só produtos”.

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Em ‘Boys for Sale’, sequências animados mostram cenas descritas pelos entrevistados. (Foto: Rob Golhooly)

As revelações perturbadoras do filme

“Boys for Sale” inclui entrevistas com dois jovens – um da província de Fukushima, e outro de Iwate – que acabaram se tornando ursien por causa da perda de suas casas e bens pessoais depois da tsunami e do desastre nuclear de março de 2011.

Ambos se mudaram para Tóquio em busca de emprego e moradia e foram chamados por olheiros na rua assim que eles acabaram de descer do trem na capital. De acordo com Ash, um deles contou que ele ouviu as palavras “dinheiro” e “dormitório” e isso foi o suficiente para convencer ele a fechar o contrato.

De acordo com uma ONG da região devastada, isso não é uma tendência incomum, e que não é exclusiva para jovens homens. “Eu ouvi de jovens mulheres afetadas pelo desastre que foram forçadas a trabalhar como prostitutas em Tóquio” diz Yuko Kusano do Miyagi Jonetto.

Talvez, a revelação mais perturbadora do filme é o quão pouco educados os entrevistados são em relação a saúde sexual. Alguns aparentam ter poucas ou nenhuma noção sobre o que são infecções sexualmente transmissíveis (IST) ou como elas são transmitidas. Sabão, enxaguante bucal e escovas de dentes são normalmente citadas como meios de prevenção efetivos. Um urisen acreditava que homens não podiam se contaminar com IST.

Ash diz que ele ocasionalmente é questionado por espectadores se ele alguma vez tentou educar os urisen.

“Essas são pessoas que não conhecem nem o vocabulário para descrever partes do seu corpo ou das substâncias que saem deles” Diz Ash sobre os urisen entrevistados, que ele e o produtor e diretor de fotografia Adrian Storey colocaram em frente das câmeras – alguns de máscara para preservar as suas identidades – por uma hora cada em uma sala fechada onde normalmente eles fornicavam com seus clientes. “Então você não vai conseguir ir muito longe ao tentar fazer com que eles entendam que é perigoso escovar os dentes antes de fazer sexo oral”.

De fato, a mesma falta de conhecimento é clara sobre HIV/AIDS. Hiroshi do First Dash admite que algumas vez faz sexo sem proteção, tanto no trabalho como na vida privada, mas não se preocupa sobre a contração da AIDS. “Tem cura, certo?” ele afirma.

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Yuzuru Ikushima, diretor executivo do Place Tokyo, que oferece informação sobre prevenção do HIV e apoio de pessoas que vivem com o vírus. | ROB GILHOOLY

As estatísticas mostram que essa falta de preocupação sobre HIV/AIDS entre jovens japoneses é parte de uma nova e preocupante tendência.

“Muitos jovens, não somente aqueles que trabalham na indústria do sexo, não sabe sobre HIV/AIDS”, diz Yuzuru Ikushima, diretor executivo do Place Tokyo, que oferece informação sobre prevenção do HIV, suporte para pessoas contaminadas pelo vírus e que também conduz pesquisas sobre HIV e AIDS principalmente entre homens gays e bissexuais. “Isso é diferente entre outros grupos mais velhos – mesmo pessoas em seus 30 ou 40 anos – que tem um amplo conhecimento devido ao pânico da AIDS e outros incidentes que aconteceram no passado”.

Um exemplo, ele diz, é o escândalo que aconteceu no Japão nos anos 80 e 90, onde mais de 2.000 hemofílicos contraíram o HIV através de produtos sanguíneos contaminados. “Desde então houve muitos outros incidentes nos noticiários, e qualquer um abaixo de 25 anos estava consciente dos perigos da AIDS. Quando se trata de prevenção, tudo o que eles são ensinados na escola é sobre as camisinhas, mas mesmo assim, são pouco orientados sobre o uso delas”.

São especialmente vulneráveis aqueles da industria do sexo, especialmente aqueles que estão em uma posição de vulnerabilidade, financeira ou física, como os urisen – que também entram na faixa etária de pessoas com pouca consciência sobre AIDS.

“Se o gerente do bar tem uma política estrita de uso de camisinha é uma coisa, mas… como tem dinheiro envolvido, se o cliente quer ter sexo sem proteção, eu posso imaginar que os empregados terão dificuldades em dizer não. No caso de urisen, os meninos são jovens e os clientes são comumente homens gays, então existe outra camada de preocupações que devem ser analisadas”, diz Ikushima.

Incutir um senso de responsabilidade entre os gerentes e proprietários de bares é também essencial, continua Ikushima, apesar dessas preocupações não serem exclusivas para a indústria de urisen. De certo, uma falta de instrução semelhante sobre saúde sexual parece existir em clubes de acompanhantes, uma indústria que tradicionalmente une belos homens jovens com uma clientela feminina, apesar de oficialmente não envolver sexo.

“Nós nunca mencionamos assuntos como saúde sexual, IST ou HIV para os nossos empregados no momento da entrevista”, diz Ryo Tachibana do Goldman Club em Shinjuku. “Eu tenho certeza de que sexo sem proteção é requisitado pelos clientes. Você simplesmente assume, que pelo bem deles mesmos, eles vão ser cuidadosos”.

Um acompanhante, que pediu anonimato, disse que, até onde ele tem conhecimento,  sexo sem proteção é algo “nada incomum” entre seus colegas de trabalho.

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Kota Iwahashi, presidente do akta, uma ONG que trabalha pela conscientização dos problemas envolvendo HIV/AIDS. (Foto: Rob Gilhooly)

A grande lacuna de conhecimento sobre IST

Uma organização que tem pesquisado por soluções desses problemas desde a sua inauguração há dez anos atrás é a akta, uma ONG que promove conscientização sobre HIV/AIDS situada no coração de Ni-chome.

Um de seus maiores projetos é um programa de distribuição que entrega camisinhas e panfletos sobre testes de HIV e prevenção em bares gays e pontos de encontro conhecidos como hattenba do distrito de Shinjuku. Toda semana, voluntários realizam essa entrega em aproximadamente metades dos estabelecimentos gays da área que participam do programa Delivery Boys da ONG, diz o presidente da akta Kohta Iwahashi.

“A consciência tem mudado desde que começamos as nossas operações em 2003” ele afirma. “Antes era difícil ganhar a cooperação entre os proprietários de bares gays, cuja clientela questionava porque contraceptivos eram dispostos em um lugar onde a maioria dos frequentadores eram homens gays, ou que mantinham uma postura de ‘não tragam essa conversa de doenças para um local onde as pessoas vem para se divertir'”.

De acordo com Iwahashi, foi o aumento gradual de HSH (Homens que fazem sexo com homens) realizando o teste, que teve um aumento de 10 por cento nas últimas décadas. “Aqueles que fazem o teste para HIV são 30-35 por cento, o que ainda é baixo em comparação com o aumento em nações ocidentais”.

Existe agora o diálogo sobre a chegada no Japão de uma droga de prevenção de HIV para pessoas com alto risco de contaminação conhecido como PrEP (Profilaxia pré-exposição), que estava disponível nos Estados Unidos desde 2012 e foi aprovada para uso na Inglaterra.

As observações de Ikushima sobre a falta de conscientização da HIV/AIDS entre jovens abaixo de 25 anos refletem em estatísticas preocupantes que mostram um aumento no diagnóstico de jovens dessa faixa etária, de 65 casos em 2002 para 141 no ano passado, de acordo com o ministério da saúde.

Enquanto incidentes de HIV entre japoneses com 30 anos ou mais ainda esteja alta, ela se estabilizou nas últimas décadas, diz Iwahashi. No entanto, quando se observa jovens com menos de 25 anos, as pesquisas mostram uma curva ascendente “nunca vista antes”, ele diz.

“De qualquer maneira que você olhe, o HIV/AIDS no Japão é um problema predominante entre HSH e 73 por cento daqueles que contraíram HIV em 2016 foram HSH japoneses”, diz Iwahashi. “Quando você olha para onde estão as maiores movimentações, é entre jovens HSH. E o pano de fundo disso é onde reside os problemas de conscientização”.

Apesar de todos os negativos da indústria, muitos urisen comentam na existência de um camaradagem única. “Em um determinado momento tinham tantos urisen apertados em um pequeno dormitório que eu vivi que você nem conseguia se deitar para dormir e nós tínhamos que nos revesar para dormir do lado de fora do banheiro”, diz Ko. “Mas isso era parte da diversão”.

Hiroshi do First Dash concorda, “Existe uma ligação especial”, ele diz. “Não importa o quão ruim as coisas fiquem, nós estamos nisso juntos”.

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Homens passando na frente de um outdoor sobre conscientização de HIV/AIDS em Shinjuku Ni-chome (Foto: Rob Gilhooly)

Estrangeiros desafiam a queda de casos de HIV/AIDS

O número de casos de HIV/AIDS entre estrangeiros residentes no Japão continua a aumentar, de acordo com estatísticas do ministério da saúde.

Em 2016, relações homossexuais formaram 72 por cento (735 casos) de todos os casos de infecção do HIV (905) do Japão, enquanto que relações heterossexuais (170) formaram 16,8 por cento, de acordo com um estudo do ministério da saúde, trabalho e bem estar. Dos casos relatados de AIDS (355 no total). relações homossexuais formaram 55,1 por cento (241) e relações heterossexuais 26,1 por cento (114). A origem de 82 casos de HIV e 65 casos de AIDS foram listados como “desconhecido”.

Enquanto esses números tenham se mantido relativamente estáveis em nível nacional nos últimos seis anos, até mesmo caindo desde 2012, o mesmo não pode ser dito para casos de HIV/AIDS de estrangeiros residentes no Japão, em particular homens. Entre 2005 e 2015, casos de HIV entre homens estrangeiros chegou a marca de 108 casos, incluindo um crescente número de homens estrangeiros que fazem sexo com homens (HSH) (De 15 em 2005 para 66 em 2015). Em 2016 houve outro aumento para 126 casos registrados, apesar do número de outros tipos de contágio ter se mantido praticamente sem mudanças. Casos de AIDS entre 2015 e 2016 aumentou de 38 para 43.

No passado, acreditava-se que mulheres do sudeste asiático envolvidas na indústria do sexo formavam a maioria dos estrangeiros residentes no Japão com HIV, diz Kota Iwahashi, presidente da ONG de conscientização sobre HIV/AIDS akta. “Olhando para os dados, enquanto esses números tem caído, o número de estrangeiros HSH que contraíram HIV só tem aumentado”. De fato, desde 2014 existiam mais estrangeiros HSH do que mulheres estrangeiras residentes no Japão vivendo com HIV.

O maior problema é a falta de espaços onde não-japoneses adquirem educação sexual e atendimento com apoio em língua inglesa, diz Yuzuru Ikushima do Place Tokyo, adicionando que na atual situação o único lugar que oferece esse tipo de serviço é o centro de saúde público de Shinjuku.

A maioria (57,7 por cento) dos nativos japoneses que descobrem ser HIV-positivos, descobrem a sua condição durante visitas hospitalares para outros tipos de tratamento, ele diz, o que mostra o quanto que análises específicas para a saúde sexual são importantes. De acordo com as descobertas de Ikushima, dentro desse 57,7 por cento, quase que 90 por cento descobriram estar com AIDS.

“Com a aproximação das olimpíadas de Tóquio, se tornou crucial oferecer apoio e testes em línguas estrangeiras”, ele diz.

O número total de casos de HIV/AIDS no Japão em 2016 foi de 18.920 casos de HIV e 8.523 casos de AIDS – aproximadamente 0,015 por cento e 0,007 porcento da população. Em comparação, 39.513 pessoas nos Estados Unidos foram diagnosticadas com HIV e 18.303 com AIDS só em 2015. A média geral de diagnósticos de HIV nos Estados Unidos forma 0,3 por cento da população. Na Europa, aproximadamente dois terços dos novos casos de HIV registrados em 2015 foram na Russia (98.177).

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Matéria original (Em inglês): ‘Boys’ for rent in Tokyo: Sex, lies and vulnerable young lives

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